TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Catas Altas, um pedaço de história, biodiversidade e gastronomia na Cordilheira do Espinhaço

29/10/2025 às 11h45 - Atualizado em 29/10/2025 às 17h26
Cachoeira Maquiné, em Catas Altas
Crédito: Mavis 360

Catas Altas, um dos 172 municípios em Minas Gerais que se conecta à Cordilheira do Espinhaço, a única cadeia montanhosa existente no Brasil, concentra uma série de atrativos históricos, naturais e gastronômicos. Distante 1 hora e 30 minutos de Belo Horizonte, a cidade é uma alternativa certeira para quem deseja aproveitar um final de semana ou feriado fora da capital mineira.

O turismo em Catas Altas é variado, abrangendo o turismo religioso, turismo de natureza e turismo gastronômico, com a realização de vários festivais ao longo do ano. O município tem vários esportes de montanha, como trekking (caminhada de longo percurso ou de maior dificuldade), escalada e highline, além de várias cachoeiras.

São várias quedas d’água, e em muitos roteiros, é possível conhecer pelo menos de três a quatro cachoeiras em meio período do dia. As trilhas se dividem em leves, moderadas e pesadas, com distâncias que vão de 5 km a 20 km, dependendo do que o turista busca. Para quem está iniciando nas trilhas, Catas Altas possui muitas opções leves, permitindo que a pessoa tenha o primeiro contato com trilhas e cachoeiras, e a possibilidade de apreciar trecho das belezas da Cordilheira do Espinhaço.

Nilza Maria, moradora de Catas Altas há 11 anos, fala sobre a boa energia que a fez se apaixonar pela cidade e buscar um lugar de refúgio após a aposentadoria. “Catas Altas é simplesmente linda, parece cenário de novela! Aqui a gente vive cercado por uma paisagem bucólica, muito verde, montanhas e uma natureza que encanta todo dia. Depois que eu aposentei, me mudei para cá e não tenho arrependimentos, sou completamente apaixonada”.

A região celebra os 20 anos de seu reconhecimento como Reserva da Biosfera pela UNESCO, posicionando-se como um destino para o ecoturismo, turismo histórico-cultural e turismo de experiência. “A Reserva da Biosfera representa um verdadeiro laboratório de sustentabilidade, onde o turismo consciente desempenha papel central”, afirma o professor da PUC Minas e coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera, Miguel Ângelo Andrade.

O potencial de ecoturismo é alto, sendo sustentado por 26 parques e unidades de conservação. Entre estes estão o Parque Nacional da Serra do Cipó, o Parque Nacional das Sempre-Vivas e o Santuário do Caraça, uma reserva do patrimônio natural localizada em Catas Altas.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição em Catas Altas
Crédito: Leonardo Fonseca / BHAZ

Localizado entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara, o parque ocupa uma área de 11.233 hectares, e leva o nome da Serra do Caraça, cuja forma lembra um rosto gigante deitado, e foi tombada pelo patrimônio pelo Estado e declarada monumento natural em 1989. O espaço é repleto de trilhas para cachoeiras, tanques, piscinas naturais, grutas e picos e antigas construções que remetem ao século 18, período dos primeiros registros.  

A guia turística Karla Jardim explica que a região é repleta de cachoeiras e dá para escolher qual visitar de acordo com o gosto do turista. A cachoeira da Santa, por exemplo, fica a menos de 2 quilômetros da sede de Catas Altas. Chegando lá, uma trilha de menos de 10 minutos e você se depara com uma queda d’água de 8 metros de altura.

A Cachoeira do Quebra Ossos por sua vez requer acompanhamento de guia e a dificuldade para se chegar é difícil, mas a chegada tem sua recompensa, garante Karla: um poço de quase 40 metros de comprimento e um cenário exuberante.

Depois de todo o passeio por trilhas e cachoeiras tendo a Serra do Caraça como paisagem natural, Catas Altas ainda oferece ótimas opções gastronômicas, como vinícolas que preparam vinhos e licores a base de jabuticaba e uva.

O modo artesanal de produção é classificado como patrimônio cultural imaterial de Catas Altas, dada a relevância dos produtos para a região. E, além de saborear as receitas feitas a base dos vinhos e licores, o visitante pode aproveitar para desfrutar dos casarios que compõem a arquitetura colonial das fábricas de Catas Altas.

Catas Altas
Crédito: Mavis 360

Para Karla, a cidade de Catas Altas é o destino perfeito para quem busca desfrutar de várias atividades em um só lugar. “A cidade tem um turismo bem variado, que passa pela história, religiosidade e gastronomia, e isso é muito interessante. Permite que o turista viva diferentes experiência mas no mesmo lugar”, destaca.

Atrativos da Cordilheira do Espinhaço

Além de Catas Altas, a Cordilheira do Espinhaço reúne alguns dos mais importantes atrativos turísticos de Minas Gerais, como quatro dos locais tombados pela Unesco como patrimônios mundiais: Diamantina, Ouro Preto, o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte.

São boas opções para se combinar durante as férias ou mesmo para se curtir aos finais de semana e feriados. São centenas de igrejas barrocas, vilas coloniais, comunidades quilombolas e afrodescendentes que preservam tradições vivas, além é claro da melhor gastronomia do Brasil.

Governo de Minas Gerais

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ