Fevereiro de 2026 entrou para a história de Juiz de Fora como o mês mais chuvoso desde o início da série histórica, em 1961. Em poucos dias, a cidade registrou mais de 750 milímetros de chuva, volume quatro vezes superior à média histórica e suficiente para provocar mortes, desalojamentos e diversos deslizamentos. Em apenas sete horas, choveu o equivalente à cerca de 80% do esperado para todo o mês.
Apesar desse cenário extremo, o sistema elétrico da Cemig demonstrou resiliência. Apesar do volume excepcional de chuva, a companhia não registrou grandes blocos de clientes afetados por interrupções prolongadas e, nas ocorrências pontuais, o fornecimento foi restabelecido em até 24 horas.
O episódio na Zona da Mata ilustra a intensidade do período chuvoso enfrentado por Minas Gerais neste ano e os impactos diretos sobre a infraestrutura urbana e o sistema elétrico. Para enfrentar esse cenário, a Cemig reforçou sua atuação em todo o estado com ações preventivas e estratégias de resposta rápida voltadas à redução de ocorrências e à manutenção do fornecimento de energia.

Mesmo com o aumento expressivo das descargas atmosféricas, que passaram de cerca de 1,58 milhão no período chuvoso anterior para mais de 2,47 milhões em 2025/2026, a Cemig conseguiu melhorar seus indicadores de qualidade. Os indicadores de duração (DEC) e frequência (FEC) das interrupções registraram queda em relação ao ciclo anterior, demonstrando maior capacidade de resposta da rede diante de eventos climáticos adversos.
O DEC percebido, indicador que mede o tempo em que os clientes permaneceram sem energia, caiu de 10,65 horas em 2024/2025 para 9,04 horas em 2025/2026. Já o FEC percebido, que mede a quantidade de interrupções, passou de 4,85 para 4,33 ocorrências no mesmo período.
“Estamos lidando com eventos climáticos cada vez mais extremos, mas a Cemig vem se preparando para esse novo cenário. A melhora dos indicadores, mesmo com chuvas mais severas, mostra que o sistema está ainda mais resiliente, automatizado e com maior capacidade de resposta”, destaca o gerente do Centro de Operações da companhia, Felipe Ildefonso.
Os resultados refletem o maior programa de investimentos da história da Cemig. Apenas no último ano, foram destinados cerca de R$ 4,7 bilhões à modernização do sistema elétrico nos 774 municípios da área de concessão. Em 2026, esse volume será ampliado para R$ 4,9 bilhões.
Na área de manutenção preventiva, a companhia prevê a realização de mais de 900 mil podas de árvores e a limpeza de faixa em mais de 50 mil quilômetros de linhas de distribuição. As equipes também realizam inspeções da rede com drones e equipamentos de termovisão, além da substituição de milhares de equipamentos, como cruzetas, postes, isoladores e pára-raios.
“A redução do DEC e do FEC em um cenário de maior estresse climático evidencia a evolução da rede de distribuição. Isso é resultado direto de investimentos em automação, reforço estrutural e manutenção preventiva, que aumentam a resiliência do sistema”, afirma Felipe Ildefonso.
Equipes de prontidão
Para atender demandas emergenciais, o Centro de Operação da Distribuição (COD) e o Centro de Serviços Integrados (CSI) contam com um efetivo de 133 profissionais, número que pode chegar a 167 durante o período chuvoso. Em situações extremas, esse contingente pode aumentar em até 83%, alcançando 244 engenheiros e técnicos mobilizados.

Em toda a área de concessão em Minas Gerais, a Cemig possui 606 bases operacionais. Em dias normais, a companhia conta com cerca de 2.850 colaboradores. Durante o período chuvoso, esse número pode chegar a aproximadamente 3.300 profissionais. Já em cenários climáticos extremos, a empresa tem capacidade para mobilizar mais de 8.500 técnicos em campo, um aumento superior a 290% em relação ao efetivo regular.
A estrutura operacional conta ainda com 30 subestações móveis, 28 geradores de média e baixa tensão, dois helicópteros e 99 drones, equipamentos fundamentais para inspeções e atendimento em áreas de difícil acesso.








