{"id":1188,"date":"2026-09-18T17:55:32","date_gmt":"2026-09-18T20:55:32","guid":{"rendered":"https:\/\/bhaz.com.br\/primeiramao\/?p=1188"},"modified":"2026-09-18T17:55:33","modified_gmt":"2026-09-18T20:55:33","slug":"el-nino-muito-forte-deve-dominar-a-primavera-no-brasil-com-calor-acima-da-media-e-chuva-desigual-entre-as-regioes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bhaz.com.br\/primeiramao\/el-nino-muito-forte-deve-dominar-a-primavera-no-brasil-com-calor-acima-da-media-e-chuva-desigual-entre-as-regioes\/","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o &#8216;muito forte&#8217; deve dominar a primavera no Brasil, com calor acima da m\u00e9dia e chuva desigual entre as regi\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primavera de 2026 no Hemisf\u00e9rio Sul come\u00e7a no dia 22 de setembro, \u00e0s 21h05, e termina em 21 de dezembro, \u00e0s 18h50. Segundo a Nota T\u00e9cnica Conjunta divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a esta\u00e7\u00e3o deve ser marcada por dois fen\u00f4menos que v\u00e3o se combinar ao longo do trimestre: o aquecimento associado a um El Ni\u00f1o classificado como &#8220;muito forte&#8221; e uma distribui\u00e7\u00e3o bastante desigual das chuvas pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o boletim, as temperaturas da superf\u00edcie do mar na regi\u00e3o do Pac\u00edfico Equatorial conhecida como Ni\u00f1o 3.4 v\u00eam registrando anomalias positivas desde mar\u00e7o. Com base nesses dados, o Centro de Previs\u00e3o Clim\u00e1tica da ag\u00eancia americana NOAA estima em 98% a probabilidade de que as condi\u00e7\u00f5es de El Ni\u00f1o se mantenham muito fortes durante todo o trimestre outubro-novembro-dezembro deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, isso significa calor acima do normal em boa parte do territ\u00f3rio nacional. O progn\u00f3stico do Inmet, produzido em conjunto com o CPTEC e a Funceme, aponta temperaturas m\u00e9dias acima de 28\u00b0C nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, al\u00e9m de pontos isolados do interior do pa\u00eds. Esse aquecimento, segundo a nota t\u00e9cnica, tende a intensificar ondas de calor e o desconforto t\u00e9rmico da popula\u00e7\u00e3o, aumentar a evapotranspira\u00e7\u00e3o e favorecer a forma\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de tempestades severas, resultado do contraste entre o ar quente e o avan\u00e7o de frentes frias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Chuva concentrada no Centro-Sul, seca no Norte e no Nordeste<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primavera \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o climatol\u00f3gica, o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre a esta\u00e7\u00e3o seca e a chuvosa no centro do pa\u00eds, quando a atmosfera intensifica o fluxo de umidade vindo da Amaz\u00f4nia. Mas o progn\u00f3stico deste ano mostra que esse fluxo n\u00e3o vai beneficiar todas as regi\u00f5es da mesma forma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Norte, o Inmet prev\u00ea d\u00e9ficit de chuva em praticamente toda a regi\u00e3o, com destaque para Roraima, o norte e o nordeste do Amazonas e o oeste e centro-sul do Par\u00e1, onde os acumulados podem ficar at\u00e9 200 mm abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica. S\u00f3 o leste do Acre, o extremo noroeste do Par\u00e1 e o norte do Amap\u00e1 devem registrar volumes pr\u00f3ximos do normal para a \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio se repete no Nordeste, com predom\u00ednio de d\u00e9ficit de chuva na maior parte da regi\u00e3o. O norte do Piau\u00ed e o noroeste do Cear\u00e1 devem acumular menos de 100 mm no trimestre. A exce\u00e7\u00e3o fica por conta de um recorte do litoral leste, entre o Rio Grande do Norte e Alagoas, onde os volumes podem ficar levemente acima da m\u00e9dia. As temperaturas, por outro lado, devem subir em toda a regi\u00e3o, com alguns estados registrando valores at\u00e9 2\u00b0C acima da m\u00e9dia climatol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 no Centro-Sul do pa\u00eds a tend\u00eancia se inverte. Mato Grosso do Sul e o sul de Goi\u00e1s e do Mato Grosso devem ter chuva acima da m\u00e9dia, enquanto o centro-norte de Mato Grosso e o norte de Goi\u00e1s devem enfrentar d\u00e9ficit. No Sudeste, a previs\u00e3o indica possibilidade de excesso de chuva em todo o estado de S\u00e3o Paulo, no Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais, com desvios de at\u00e9 100 mm acima do normal, ao passo que o Esp\u00edrito Santo pode ter chuva irregular, com d\u00e9ficits de at\u00e9 50 mm em boa parte do territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Regi\u00e3o Sul deve ser a mais chuvosa do pa\u00eds na primavera. O Inmet prev\u00ea condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis a excesso de chuva em todos os tr\u00eas estados, com os maiores volumes esperados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde os acumulados podem superar a m\u00e9dia hist\u00f3rica do trimestre em at\u00e9 200 mm, fruto tamb\u00e9m dos epis\u00f3dios de Complexos Convectivos de Mesoescala t\u00edpicos da esta\u00e7\u00e3o, associados a chuva forte, rajadas de vento, descargas el\u00e9tricas e queda de granizo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto na safra 2026\/27<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O boletim dedica aten\u00e7\u00e3o especial aos efeitos do quadro clim\u00e1tico sobre a agricultura. Com a redu\u00e7\u00e3o das chuvas e o aumento das temperaturas no centro-norte do pa\u00eds, a nota t\u00e9cnica alerta para o aumento da demanda h\u00eddrica de plantas e animais e para a queda progressiva da umidade do solo e dos n\u00edveis dos reservat\u00f3rios ao longo do trimestre. Lavouras de sequeiro (soja, milho, arroz de terras altas e feij\u00e3o) devem exigir aten\u00e7\u00e3o redobrada nas fases de semeadura e estabelecimento inicial, enquanto culturas perenes como mandioca, banana e cacau podem sofrer redu\u00e7\u00e3o de crescimento em caso de d\u00e9ficit h\u00eddrico mais prolongado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Nordeste, a regi\u00e3o do Matopiba deve enfrentar os maiores desafios para o in\u00edcio da nova safra de gr\u00e3os, por causa da irregularidade das chuvas combinada a temperaturas mais altas. J\u00e1 no Centro-Oeste, os maiores acumulados de chuva devem favorecer a semeadura da soja 2026\/27 em Mato Grosso do Sul e no sul de Goi\u00e1s e do Mato Grosso, mas o d\u00e9ficit h\u00eddrico no norte desses dois \u00faltimos estados \u00e9 apontado como risco para o in\u00edcio do ciclo da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Sul, onde a chuva deve superar a m\u00e9dia, o Inmet pondera que o excesso de dias chuvosos pode reduzir as janelas favor\u00e1veis ao manejo das lavouras e prejudicar a uniformidade de emerg\u00eancia da soja e do milho de primeira safra, al\u00e9m de aumentar o risco de excesso de \u00e1gua em \u00e1reas de arroz irrigado com drenagem deficiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primavera de 2026 no Hemisf\u00e9rio Sul come\u00e7a no dia 22 de setembro, \u00e0s 21h05, e termina em 21 de dezembro, \u00e0s 18h50. 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