Em busca de ‘terceira via’, PSDB de Minas decide apoiar Eduardo Leite nas prévias do partido

Eduardo Leite
Eduardo Leite é governador do Rio Grande do Sul e ex-prefeito de Pelotas (RS) (Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

O PSDB de Minas Gerais decidiu, nessa segunda-feira (13), pelo apoio ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, nas prévias nacionais do partido. Além do gaúcho, disputam as prévias o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, o senador Tasso Jereissati e o governador de São Paulo, João Doria. A decisão se baseia na crença de que Leite conseguiria construir uma forte terceira via para as eleições presidenciais.

As conversas ocorreram em conjunto com as bancadas estadual e federal. O encontro também contou com a presença do vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant. Em comunicado oficial, o partido exalta a gestão de Leite no Rio Grande do Sul. “A deliberação de apoio a Eduardo Leite está alicerçada em sua capacidade administrativa, especialmente à frente do governo gaúcho, onde sua liderança e ampla articulação política conseguiu resolver graves problemas que afetavam o Rio Grande do Sul”, argumentam.

O partido ainda destacou o histórico de militância do governador no PSDB, além da capacidade de interlocução do governador entre forças políticas distintas. “Prevaleceu para a decisão o reconhecimento de que Eduardo Leite tem enorme história de militância no PSDB. Além disso, é o candidato a se apresentar nas prévias internas com interlocução em todas as forças políticas do centro e em condições de construir uma forte terceira via para as eleições presidenciais”, finaliza a nota, assinada pelo deputado federal e presidente do PSDB-MG Paulo Abi-Ackel.

As prévias do partido estão marcadas para acontecer no dia 21 de novembro. O candidato que alcançar maioria absoluta dos votos válidos será o vencedor das prévias. Caso nenhum dos candidatos obtenha a maioria absoluta dos votos no primeiro turno, participarão do segundo turno, no dia 28 do mesmo mês, os dois candidatos mais votados no primeiro.

Polêmicas

Na última sexta-feira (10), Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), foi condenado a pagar R$ 300 mil pelas ofensas homofóbicas declaradas contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. A decisão foi emitida pela 16ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre e o réu ainda pode recorrer (veja mais aqui).

A condenação veio após duas declarações homofóbicas feitas por Jefferson contra o político, que se assumiu homossexual em julho deste ano. Após se declarar gay publicamente, o político recebeu críticas nas redes sociais, inclusive do ex-deputado Jean Wyllys, pelo apoio a Jair Bolsonaro em 2018.

A declaração pública também levou a um embate do governador com o próprio presidente. O chefe do Executivo federal disse que o tucano estaria buscando um “cartão de visita” para a candidatura. Em resposta, o gaúcho comentou sobre as acusações de Bolsonaro, chamou o presidente de “imbecil”, justificou o apoio ao então presidenciável, e disse que eleger Bolsonaro foi um erro (veja mais aqui).

Edição: Vitor Fernandes

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