UFMG estuda implementar ensino híbrido nos cursos de graduação a partir do 2º semestre letivo de 2021

alunos da UFMG
A ideia é que o regime seja implantado de acordo com o cenário epidemiológico (Amanda Dias/BHAZ)

A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) começou a discutir nessa terça-feira (20) um possível retorno gradual das atividades presenciais, com a implantação temporária e emergencial do regime de ensino híbrido na graduação. A ideia é que o regime seja implantado de acordo com o cenário epidemiológico de cada cidade em que a universidade está inserida, sendo elas Belo Horizonte, Montes Claros, Tiradentes e Diamantina.

“Não há uma data definida para o retorno presencial amplo, mas temos a expectativa de que seja possível, no segundo período letivo de 2021, ampliar a oferta de atividades presenciais. Nosso foco é o ‘como’, ou seja, vamos estabelecer critérios, diretrizes e parâmetros para essa volta gradual, uma vez que as condições sanitárias são dinâmicas”, afirma a pró-reitora de Graduação, Benigna de Oliveira.

Segundo a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, a expectativa é que o planejamento dessa transição do ERE (Ensino Remoto Emergencial) para o EHE (Ensino Híbrido Emergencial) envolva toda a comunidade acadêmica. “A UFMG tem retomado as aulas presenciais de forma gradual, seguindo as orientações das autoridades sanitárias locais e o plano de retorno e o protocolo de biossegurança aprovados pela instituição”, demarca a reitora.

‘Atividades presenciais são uma necessidade’

Na capital, a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) autorizou desde meados de 2020 apenas atividades práticas e assistenciais dos cursos da área da saúde. “Atualmente, a Universidade registra 11 cursos de graduação em atividades presenciais, além dos trabalhos de pesquisa e extensão previamente aprovados”, diz Sandra Goulart.

Para a professora Cristina Alvim, coordenadora do Comitê de Enfrentamento do Novo Coronavírus da UFMG, a retomada gradual das atividades presenciais é uma necessidade. “A UFMG tem feito um grande esforço para manter a qualidade no modo remoto, mas é preciso reconhecer que há um cansaço mental e emocional na comunidade. A presença física nos espaços da Universidade faz muita falta na vida de todos”, argumenta a professora.

Edição: Roberth Costa
Larissa Reis
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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