‘Foi nojento’: Repórter da Record é denunciado por assediar funcionárias da emissora

TV Record/Reprodução

Conhecido por ser um dos repórteres mais experientes da RecordTV, Gérson de Souza, de 60 anos, tem sido denunciado por assediar sexualmente pelo menos 12 mulheres da emissora, a maioria colegas de redação do Domingo Espetacular. Nesta semana, sete denúncias foram feitas ao departamento de Recursos Humanos (RH) da emissora. As informações são do Notícias da TV.

Na última quinta-feira (23), de acordo com a reportagem, sob orientação e assistência jurídica da emissora, duas das vítimas registraram Boletim de Ocorrência por assédio sexual e difamação. Mais tarde, cinco mulheres apresentaram queixa contra o repórter no RH.

O profissional nega as acusações e afirma, em sua defesa, que elas não passam de um “revanchismo” de uma das denunciantes. “Não houve nada, não assediei ninguém”, se defendeu Gérson.

Em entrevista ao ‘Notícias da TV’, a jornalista acusada por Souza de “revanchismo” conta que no último dia 8 estava sentada em sua mesa na Redação, na Barra Funda, em São Paulo, quando foi assediada. “Ele chegou por trás e me beijou na boca. Ficou mostrando a língua e saiu dizendo que roubado era mais gostoso. Foi nojento”, diz.

A mulher ainda diz que as inconveniências por parte do repórter ocorrem há anos, mas que só denunciá-lo depois que o profissional começou a “difamá-la”. “Ele começou a gritar na Redação que eu era incompetente, que meu trabalho é uma bosta”, lembra.

Gerson confirma a discussão na Redação e diz ter reclamado com a chefia sobre a qualidade das pautas da jornalista. “Estou vendo isso como revanchismo. Tenho certeza de que ela está reagindo a uma observação que fiz sobre a qualidade do serviço dela”, sustenta.

Ele ainda diz ser “de uma época em que se brincava [com mulheres]”, mas nega que tenha assediado as colegas. “Isso é um grande mal-entendido”. Ainda segundo o portal da UOL, a RecordTV confirma que está apurando denúncias de assédio, mas não revelou nomes nem números. Diz também que orientou as vítimas a procurarem as autoridades.