Home Notícias BH Veja o que a polícia já sabe (e ainda precisa solucionar) sobre a chinesa encontrada morta e amarrada em BH

Veja o que a polícia já sabe (e ainda precisa solucionar) sobre a chinesa encontrada morta e amarrada em BH

Autoridades policiais trabalham desde a tarde de terça-feira (20) para solucionar um suposto caso de homicídio em um imponente apartamento na avenida Assis Chateaubriand, na região Central da capital mineira. Uma idosa de 75 anos foi encontrada, no meio da tarde, morta, amordaçada e amarrada dentro de um apartamento do 15º andar de um edifício vigiado por câmeras, situado numa via de grande circulação.

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Querida pelos vizinhos, a morte da chinesa Jane In Mei Lee Ko chocou os moradores da região. As autoridades conseguiram levantar algumas informações nessas primeiras horas de investigação.

Segundo a Polícia Militar, o marido de Jane, que possui 78 anos, afirmou sair do apartamento onde os dois moravam ontem por volta das 9h30, como fazia de costume, em direção ao supermercado. Ele retornou à residência às 14h40, quando encontrou a porta arrombada.

Desesperado, gritou pelo nome da esposa e a encontrou amarrada e amordaçada na cama do casal: o corpo todo estava amarrado, do pescoço às pernas. O idoso soltou as amarras imediatamente e, então, comunicou a portaria pedindo ajuda e, em seguida, ligou para a filha, de 51 anos, que estava no trabalho.

O síndico foi acionado pela portaria e se deslocou ao apartamento para auxiliar o idoso. Ele afirmou aos militares que, ao chegar, a vítima já estava sem amarras e aparentemente com vida. Quando a polícia chegou ao apartamento, viu o síndico, o marido e a filha da idosa tentando reanimá-la.

Mas, assim que a equipe médica do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), foi constatado o óbito.

Vizinho, porteiro e zelador

Um vizinho do mesmo andar disse à polícia que encontrou com o marido da vítima por volta das 10h no elevador. Afirmou, ainda, que não ouviu nenhum barulho, como gritos ou portas sendo arrombadas. O porteiro e o zelador do prédio também foram ouvidos.

O primeiro disse que ninguém tinha procurado pela família durante o período em que estava trabalhando. Já o zelador falou que um homem passou procurando pelo idoso, mas não se identificou.

Investigações

A investigação está por conta do delegado Leandro Alves Santos, do DHPP (Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa). Através da assessoria da Polícia Civil, o policial informou que ainda não há uma linha de investigação e que não há confirmação de possível feminicídio, apesar de não descartar a hipótese.

As imagens do circuito interno de segurança do edifício podem ajudar no trabalho dos investigadores.

Latrocínio

A primeira hipótese, extraoficial, levantada ainda no local foi a de que se tratava de um latrocínio, roubo seguido de assassinato. No entanto, o marido e a filha da vítima afirmaram aos policiais que não perceberam a falta de nenhum objeto de valor na residência.

Informaram, ainda, que não guardam dinheiro ou jóias dentro do apartamento.

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