Angustiante! Animais mortos por incêndios se acumulam em ruas da Austrália

Reprodução/Facebook/The ‘new’ Batlow Hotel + Reprodução/Governo Estadual de Victoria

Os incêndios na Austrália seguem preocupando milhares de pessoas ao redor do mundo. Com o agravamento da situação, imagens chocantes de diversos estragos causados pelo fogo vem sendo compartilhadas na internet. Entre elas, um vídeo que mostra restos carbonizados de cangurus e coalas em uma estrada.

De acordo com o The Sun, as imagens são da estrada de Batlow, no estado de Nova Gales do Sul, uma das regiões mais afetadas pelas chamas no último fim de semana e onde fica a cidade de Sydney. O vídeo foi publicado por um operador de câmera da emissora ABC, que vem fazendo vários posts sobre o que vê no país. Em um deles, escreveu: “Absolutamente enjoado dirigindo por Batlow esta manhã. Nunca vi nada do tipo”.

De acordo com a Universidade de Sydney, cerca de meio bilhão de animais já foram mortos pelo fogo e a expectativa é que este número aumente. Especialistas acreditam que um bilhão de animais podem morrer vítimas dos incêndios e suas consequências. “Os animais que sobreviverem ao incêndio continuarão morrendo nas próximas semanas e meses por causa da desidratação, fome, doença e por serem presas mais fáceis”, contou o biólogo Stuart Blanch ao The Sun.

Atualizações publicadas pelo governo australiano neste sábado (4) informam que 23 pessoas morreram até o momento, 18 estão desaparecidas e 1.400 desabrigadas. Mais de 1.500 casas e cerca de 5 milhões de hectares de terras foram destruídos.

Entenda as causas

As queimadas são um fenômeno comum na Austrália e costumam acontecer principalmente nos meses de novembro e dezembro. O fogo é causado pelas temperaturas altas características do verão australiano e a pouca quantidade de chuva, que deixa as grandes áreas de vegetação extremamente secas. Os ventos fortes dessa época do ano também ajudam a espalhar as chamas, agravando naturalmente a situação.

No entanto, no ano passado os incêndios começaram antes do previsto, em setembro, e foram agravados pelas temperaturas que passavam dos 44ºC, mais altas do que o normal para a época. Esses fatores fizeram com que a situação saísse do controle e preocupassem autoridades do mundo todo.

Imagens de satélite publicadas pela NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) na última quarta-feira (1) mostram a diferença do país em julho, quando ainda tinha o céu limpo, e em janeiro, coberto de fumaça. Sydney foi declarada a cidade mais quente do mundo devido aos incêndios.

Scott Morrison, primeiro-ministro australiano informou, neste sábado (4), que convocou 3 mil reservistas para ajudar nas áreas afetadas pelo fogo, de forma a garantir “mais homens no terreno, mais aviões no ar e mais barcos no mar”.

Com altas temperaturas esperadas para os meses de janeiro e fevereiro na Austrália, não há previsão iminente do fim dos incêndios.

Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Escreve com foco na área de Guia e Cultura no BHAZ.