‘Escurinho bandido’: Idoso ataca funcionário da Cemig após pagar a mesma conta duas vezes

Google Street View/Reprodução + Amanda Dias/BHAZ

ATUALIZAÇÃO ÀS 11H27: Matéria atualizada às 11h27 do dia 22 de janeiro com o posicionamento da Polícia Civil de Minas Gerais.

Um funcionário da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), de 30 anos, foi vítima de racismo enquanto trabalhava, nessa terça-feira (21). O fato aconteceu em uma agência de Venda Nova, em Belo Horizonte, e o suspeito é um idoso de 65 anos, que chamou a vítima de “preto safado”.

A vítima contou aos militares que o idoso tinha pagado uma mesma conta de luz duas vezes e, por isso, solicitou o reembolso na segunda-feira (20). O funcionário fez os procedimentos necessários e informou que o valor seria devolvido até o dia 2 de fevereiro.

No entanto, o idoso voltou à agência ontem, começou a reclamar, assim que chegou ao local, para, na sequência, disparar xingamentos racistas, conforme o registro policial.

“A culpa é daquele escurinho bandido que registrou meu serviço errado”. Além disso, chamou o funcionário da Cemig de “preto ladrão” e, por cinco vezes, de “preto safado”.

A Cemig lamentou a “triste experiência” vivida pelo funcionário e repudiou “demonstrações de ódio e intolerância e toda e qualquer expressão de violência, especialmente as firmadas em pensamentos racistas e discriminatórios”.

A companhia ressaltou que acompanha o caso junto às autoridades e tem oferecido apoio ao trabalhador.

O BHAZ entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais e foi informado que o cado está na Delegacia Especializada de Investigação de Crimes de Racismo e Intolerâncias Correlatas. “A vítima não representou e a PCMG vai abrir procedimento para confirmar se há interesse de representação”, informou.

A representação é a manifestação do interesse da vítima para que o caso seja investigado pela polícia. A ocorrência foi registrada na 1ª Delegacia de Venda Nova.

Nota da Cemig na íntegra:

“A Cemig repudia demonstrações de ódio e intolerância e toda e qualquer expressão de violência, especialmente as firmadas em pensamentos racistas e discriminatórios.

A Companhia lamenta que seu funcionário tenha passado por essa triste experiência, e ressalta que está acompanhando o caso junto às autoridades, bem como oferecendo todo o apoio ao trabalhador”.

Vitor Fórneas
Vitor Fórneasvitor.forneas@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política.