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PBH admite preocupação com a chegada da Covid-19 às favelas, mas Kalil cutuca: ‘Mais consciência do que bairros elegantes’

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A PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) admitiu nesta sexta-feira (29) a preocupação com a chegada da Covid-19 às favelas da cidade. Sem detalhar sobre o tema, a administração municipal garantiu que já está preparada para atender os pacientes dessas regiões, especialmente os idosos.

“A chegada do vírus nos aglomerados nos preocupa. Vamos trabalhar com abrigamentos de pessoas sintomáticas, que não precisarem de internamento. Na próxima segunda um equipamento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Venda Nova vai abrigar idosos que venham ficar sintomáticos numa tentativa de evitar que se espalhe [o vírus]”, afirmou o secretário de Saúde, Jackson Machado, que também coordena o grupo de trabalho que norteia as políticas públicas de BH em relação à pandemia.

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“Vão acontecer casos na periferia, mas há consciência maior na periferia do que nos bairros elegantes de Belo Horizonte. As abordagens feitas pela Guarda [Municipal] e Polícia Militar nos mostram isso”, afirmou o prefeito Alexandre Kalil (PSD), também sem entrar em detalhes no tema.

“Estamos em discussão com a SMASAC (Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania) para fazer em curto prazo equipamento para abrigar pessoas de aglomerados de vilas e favelas”, complementou Jackson.

Covid-19 nas favelas

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A PBH não adotou um padrão na divulgação diária dos casos da Covid-19, o chamado boletim epidemiológico. Em algumas publicações, a administração detalha casos por bairro, em outras, publica um mapa, mas não há uma padronização de periodicidade nem abordagem.

Mesmo com alguma dificuldade, é possível observar abaixo que os casos confirmados, antes concentrados na região Centro-Sul de BH, estão se espalhando por toda a cidade. O mapa à esquerda é de 20 de abril e os pontos verdes mostram os casos confirmados. Já o da direita, relativo a 3 de maio, é todo composto por casos confirmados – ou seja, todas as marcações representam o que apenas as marcações verdes do mapa à esquerda mostravam.

PBH/Divulgação

Flexibilização

Após dois meses desde a primeira restrição ao comércio, em 17 de março, no início da pandemia, a PBH realizou uma flexibilização que entrou em vigor nesta semana. A administração municipal liberou segmentos, tais quais shoppings populares, salões de beleza, entre outros (veja mais aqui).

No entanto, os dados atuais acenderam o alerta na PBH, que descartou nesta sexta-feira ampliar a flexibilização para a próxima semana. Ao contrário, Kalil sinalizou que é possível que o comércio sofra novas restrições no dia 8 de junho.

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“Minha presença não é bom sinal. Não poderemos ampliar a flexibilização de BH porque continuamos apegados, agarrados e sendo conduzidos pela ciência. E temos dados alarmantes em Minas. Estamos realmente muito assustados”, afirmou o prefeito, em coletiva à imprensa, no início desta tarde, na sede da PBH.

Vitor Fórneas

Vitor Fórneas

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política.

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