Adolescente de BH precisa de doação de medula para sobreviver

Arthur e a mãe Renata Maia
Em BH, atendimento para doação de medula é feito pelo Hemominas no telefone 155 (Arquivo Pessoal/Renata Maia)

A chance de encontrar um doador de medula compatível com Arthur, é de uma em 100 mil. Essa é a única possibilidade de cura para o adolescente de 17 anos, morador de Belo Horizonte, diagnosticado com leucemia, em fevereiro deste ano. Mas os números não abalam a convicção da mãe do garoto, Renata Maia, 45. Para salvar a vida do filho e de outras pessoas que aguardam doação, ela faz um apelo para que mais pessoas se cadastrem como doadores.

Com a doença do filho, Renata considerou ter pouca informação disponível sobre doação de medula. A mãe de Arthur resolveu então se juntar a campanha para que mais pessoas se cadastrem como doadores, ou como ela descreve: “anjos de verdade”. “Não custa nada, é indolor e rápido. É a oportunidade de devolver a vida de alguém”, resume.

‘Vida de ponta-cabeça’

A situação de saúde de Arthur foi algo que transformou completamente a vida da família. Segundo a mãe, o adolescente tinha uma vida saudável, praticava muay thai, até que começaram a surgir algumas manchas no corpo. “O médico constatou que ele estava com leucemia e desde então a nossa vida virou de ponta-cabeça”, relata.

Para fazer o controle, o garoto passa por constantes internações e sessões de quimioterapia. “Além da pandemia que complicou bastante toda a situação, o Arthur não pode ter contato com outras pessoas, nem a gente, porque a imunidade dele está baixa”, explica a mãe.

Arthur e a mãe Renata Maia
Arthur enfrenta as dificuldades da doença e do tratamento (Arquivo Pessoal/Renata Maia)

“Só este ano foram quatro internações. Nossa vida está toda em função de encontrar esse doador, de fazer o controle do Arthur, dessas consultas, desses exames, dessas internações. Ele já está ficando fraco, por causa da quimioterapia. A gente precisa mesmo que encontre esse doador o mais rápido possível para ele poder ter uma vida de novo”, desabafa.

Arthur, a mãe e a irmã
Arthur antes do diagnóstico da doença, junto da mãe e da irmã, de 9 anos, que está ‘cheia de saudade’ do irmão (Arquivo Pessoal/Renata Maia)

Como se cadastrar como doador

Apesar da importância da doação para quem espera, somente 0,5% da população mundial está cadastrada. Quanto mais pessoas se cadastraram, maior a possibilidade de que alguém que precisa encontrar um doador compatível.

Para fazer o registro, basta procurar um hemocentro próximo, em qualquer lugar do Brasil e do mundo. Em Belo Horizonte, o processo é realizado pelo Hemominas, que informa sobre o atendimento por meio do telefone 155. No hemocentro, o possível doador assina um termo de consentimento e é recolhida uma pequena amostra de sangue.

Os dados do doador são incluídos no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Quando houver um paciente com possível compatibilidade, o cadastrado é consultado para decidir quanto à doação.

Edição: Marcela Gonzaga
Guilherme Gurgel
Guilherme Gurgelguilherme.gurgel@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco nas editorias de Cidades e Variedades no BHAZ.

Comentários