Kalil tem maior avaliação na gestão e índice de reeleição entre as capitais

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Os prefeitos de BH (Kalil), SP (Bruno Covas), RJ (Crivella) e Curitiba (Rafael Greca) (Amanda Dias/BHAZ + Governo do Estado de São Paulo/Divulgação + Michel Filho/Prefeitura Rio + Câmara Municipal de Curitiba/Divulgação)

As últimas pesquisas apontaram não só o placar do início da campanha eleitoral como a avaliação dos governos municipais. Governo bem aliado favorece o prefeito que busca a reeleição ou, caso não esteja na disputa, o ajuda a eleger o candidato que lançou. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), está no primeiro caso e favorecido pelas duas avaliações: seu governo é aprovado e sua candidatura é a favorita na sucessão de daqui a 46 dias.

Os dados são de dois institutos de pesquisa, o Paraná e o Ibope, divulgados no início deste mês. Em ambos, Kalil estaria reeleito, se as eleições fossem hoje, ainda no primeiro turno, já que detém mais de 50% das intenções de voto. Pelo Ibope, o atual prefeito teria 58% das intenções, ou mais de 50 pontos perante o segundo colocado: João Vítor Xavier (Cidadania), com 4%. No Paraná, a marca é de 56,5%, cerca de 50 pontos acima do mesmo adversário, que tem 6,6%.

A sondagem do Ibope foi realizada entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, depois de ouvir 805 eleitores de BH, com margem de erro de 3 pontos percentuais. Registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-08595/2020, ainda revelou que 78% dos moradores aprovam a administração de Kalil. A do Paraná, está registrada no TSE sob o nº MG 06842 2020, apontou aprovação da gestão administrativa em 73,5%, depois de ouvir 820 eleitores da capital, com 16 anos ou mais, entre os dias 25 e 29 de setembro passado.

Covas é o segundo em São Paulo

Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB), que busca a reeleição, não goza das mesmas vantagens nas pesquisas. Ele vem em segundo lugar, atrás do opositor Celso Russomanno (Republicanos), que lidera a disputa com 26%. O tucano tem 21%. O registro da pesquisa no TRE-SP é o SP-09520/2020. A margem de erro máxima da pesquisa é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. A gestão de Covas é aprovada por 48% dos paulistanos, contra 45% que desaprovam. Outros 8% não sabem ou não responderam.

Crivella tem alta reprovação no Rio

No Rio de Janeiro, a situação é ainda pior para o atual prefeito. Marcelo Crivella (Republicanos) está em segundo lugar, com 12%, logo atrás do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), que tem 27%. Em terceiro, vem Martha Rocha (PDT), com 8% e Benedita da Silva (PT), com 7%; os outros tiveram 3% ou menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número: RJ-08365/2020 e apontou que 66% reprovam a gestão de Crivella (55%, péssimo e 11%, ruim).

Prefeito lidera em Curitiba

Já no Paraná, o atual prefeito Rafael Greca (DEM) lidera a disputa. A pesquisa, divulgada no dia 4 passado, ouviu 800 eleitores por telefone entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro de 2020. Rafael Greca teve 40% das intenções de voto, seguido de Ney Leprevost, com 10,9% (que desistiu da candidatura) e Gustavo Fruet com 9,9%, o Delegado Francischini (PSL), com 8,1%; os outros têm 4% ou menos.

Para a pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº PR-04183/2020, foram entrevistados 800 eleitores, no período de 30 de agosto a 3 de setembro. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro, de aproximadamente 3,5%, e a pesquisa está registrada no TSE sob o nº PR-04183/2020. Foram entrevistados 800 eleitores, no período de 30 de agosto a 3 de setembro.

Chances perdidas no 1º debate

Os candidatos a prefeito de BH que foram ao primeiro debate, realizado pela Band Minas, no dia 1º passado, precisam quebrar o quadro inercial da campanha que Kalil à reeleição no 1º turno. Têm que lutar contra isso, porque a única chance que teriam é em um segundo turno. Essa oportunidade foi oferecida nesse duelo, era como chutar a bola para dentro do gol sem o goleiro, mas não o fizeram. Por quê? Provavelmente, como foi o primeiro grande ato da campanha, eles evitaram correr riscos para não errar na dose. Por mais que tenham se esforçado, ao final, pouparam o atual prefeito que terá sua gestão em julgamento nas urnas do 15 de novembro.  

Outra chance perdida foi na apresentação das propostas. Eles ignoraram a grave pandemia que ameaça a capital como o país e o mundo. Não apresentaram nenhuma proposta para enfrentá-la. Ao contrário, a maioria tratou a crise sanitária como um caso superado. O termo mais ouvido no primeiro debate foi pós-pandemia, ou seja, julgam que, quando tiverem eleitos e empossados (um deles), o assunto seria coisa do passado. Não é bem assim. A crise sanitária ainda vai durar um bom tempo da próxima gestão.

Orion Teixeira
Orion Teixeiraorionteixeira.orionteixeira@gmail.com

Jornalista político, Orion Teixeira recorre à sua experiência, que inclui seis eleições presidenciais, seis estaduais e seis eleições municipais, e à cobertura do dia a dia para contar o que pensam e fazem os políticos, como agem, por que e pra quem.

É também autor do blog que leva seu nome (www.blogdoorion.com.br), comentarista político da TV Band Minas e da rádio Band News BH e apresentador do programa Pensamento Jurídico das TVs Justiça e Comunitária.

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