Jovem é morto em boate, em festa com 300 pessoas durante pandemia

viatura polícia militar
Ocorrência foi atendida pela Polícia Militar (FOTO ILUSTRATIVA: Amanda Dias/BHAZ)

Um jovem de 21 anos foi assassinado com dois tiros na cabeça dentro de uma boate em Nova Serrana, no Centro-Oeste mineiro, na madrugada desse sábado (24). No local, cerca de 300 pessoas curtiam uma festa em meio à pandemia da Covid-19. De acordo com a PM, o suspeito dos disparos ainda é procurado.

O crime aconteceu por volta das 2h, na rua Guajajaras, bairro Marisa. De acordo com testemunhas, dois disparos foram ouvidos no interior da boate. A vítima foi atingida na cabeça e morreu no local. A PM foi acionada e se deparou com uma aglomeração de pessoas do lado de fora da boate.

Enquanto aguardavam reforços, os policiais quase foram atropelados: um carro acelerou pela rua e tentou acertar um dos militares. Nesse momento, um agente atirou contra a roda do veículo, mas errou o disparo. O carro conseguiu fugir e, até o momento, não foi localizado.

Morreu na boate

Os policiais entraram na boate e encontraram Stefano Rafael Fagundes, de 21 anos, caído com duas perfurações no crânio, já sem vida. A namorada da vítima e amigos disseram que ouviram pessoas dizendo que alguns homens entraram armados e iriam matar alguém. Logo na sequência, aconteceram os disparos.

O proprietário da boate disse aos policiais que no local tinha entre 250 e 300 pessoas. Ele diz ter ouvido três disparos de arma de fogo, depois muita correria e viu a vítima caída. Sobre a situação da boate, foi apresentado um alvará de funcionamento de 2019.

Nenhuma testemunha conseguiu identificar o suspeito do crime. Apenas relataram que a vítima andava com um indivíduo chamado Pedrinho e que essa pessoa tinha rixa com um grupo. Contudo, ainda não se sabe a motivação do crime. O caso será investigado.

Nova Serrana é um dos municípios que aderiram ao programa Minas Consciente, do Governo de Minas, e está na onda verde. Os protocolos da administração estadual preveem que “discotecas, danceterias, salões de dança e similares” estão liberados (veja mais aqui), apesar de serem “atividades não essenciais com alto risco de contágio”.

Edição: Thiago Ricci
Vitor Fernandes
Vitor Fernandesvitor.fernandes@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva do Portal UOL. Com reportagens vencedoras nos prêmios CDL (2018 e 2019) e Sindibel (2019).

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