Menina de 1 ano que teria sido jogada no rio pelo pai é procurada

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O corpo do pai foi encontrado enforcado próximo ao rio (Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Uma criança de 1 ano e 9 meses desapareceu nessa quarta-feira (24), no rio Sapucaí, no município de Silvianópolis, região Sul de Minas Gerais. Segundos os bombeiros, a suspeita é de que o pai da menina teria atirado ela na corrente de água, e se suicidou depois. Desde ontem, o Corpo de Bombeiros realiza buscas pela criança.

De acordo com os militares, os vestígios encontrados no local e as investigações preliminares indicam que o pai da criança a tenha jogado no rio. A informação é de que ele teria desaparecido com a pequena. Os bombeiros encontraram o corpo do homem enforcado em uma árvore próxima do rio.

Às 7h desta quinta-feira, o Corpo de Bombeiros retomou as buscas no rio Sapucaí. Eles informaram que estão utilizando técnicas de mergulho livre e mergulho equipado com cilindro para tentar encontrar a criança. Conforme dito pela polícia, a equipe entrou em contato com os parentes e conhecidos do pai da menina no intuito de encontrá-la, mas não obtiveram sucesso.

Militares procurando pela criança desaparecida (Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Menina morre durante brincadeira

Ainda ontem, uma menina de cinco anos morreu afogada em uma represa, numa região chamada Recanto das Águas, na cidade de Patrocínio, Alto Paranaíba. Segundo relato dos pais da criança aos bombeiros, ela estava brincando com mais dois irmãos sob um tablado, que fica próximo à represa. Em determinado momento, os responsáveis não viram mais a garotinha.

O Corpo de Bombeiros analisou o local e planejou um mergulho na represa para procurar a menina. O pai da criança apontou onde ela poderia estar e, após cinco minutos de mergulho, a equipe localizou o corpo da garotinha. Ele estava a três metros de profundidade e a 10 metros de distância da margem da represa. O corpo foi liberado ao IML da cidade de Araxá, também na região do Alto Paranaíba.

Represa onde a menina acabou falecendo (Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Orientações

Para evitar tragédias ou mesmo transtornos, o Corpo de Bombeiros orienta que, antes de tudo, escolha um local seguro para se divertir, dando preferência para regiões que tenham a presença de bombeiros militares ou guarda-vidas realizando a supervisão dos banhistas.

As lagoas e os rios são os locais em que que mais ocorrem afogamentos em Minas Gerais. Estes balneários possuem características específicas que potencializam as chances de afogamento. Também a água turva ou escurecida de lagoas e cachoeiras podem camuflar riscos em potencial para banhistas.

Ao nadar em lagos, é preciso tomar cuidado com objetos que estejam submersos; em cachoeiras, o desnível de uma pedra para outra e a presença de lodo escorregadio também devem ser identificados e evitados, pois são perigosos.

Por mais que o Corpo de Bombeiros prepare os militares de forma contínua para atuar em situações de supervisão e socorro, o melhor para uma diversão segura é se prevenir de acidentes, segundo a corporação.

Ligue 193

Ao avistar uma pessoa se afogando, o mais correto é buscar ajuda de um serviço de emergência.

Caso a pessoa não tenha capacitação para realizar um salvamento, a orientação é que jamais o faça. No máximo ofereça um objeto flutuante para que a vítima possa se apoiar. Ao presenciar um afogamento, ligue, imediatamente para o 193.

A seguir, confira as principais dicas de segurança em programas aquáticos:

– Nunca nade sozinho;

– Crianças só devem nadar sob supervisão de um adulto;

– Não entre na água após ingerir bebidas alcoólicas, pois o álcool afeta os sentidos dos banhistas;

– Não entre na água em locais que você não conheça. Antes disso, descubra características do local, como profundidade e força da correnteza;

– Nunca ultrapasse faixas e placas de avisos de perigo. Sempre fique atento à sinalização de segurança do local;

– Não entre na água após refeições pesadas por causa do risco de cãibras;

– Não salte de locais elevados para dentro da água e nem mergulhe de cabeça, pois a água pode esconder tocos de madeira, pedras e objetos pontiagudos;

– Evite brincadeiras de mau gosto, como: “caldos”, “trotes” ou “saltos”;

– Não se afaste da margem;

– Se começar a chover e relampejar, saia da água;

– Nunca nade perto de embarcações, por causa do risco de ser atingindo por elas;

– Em caso de afogamento, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar (193);

– Sempre procure nadar em locais onde há a presença do Corpo de Bombeiros Militar ou guarda-vidas.

Edição: Thiago Ricci
Andreza Miranda
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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