TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logomarca BHAZ

Colunas

Chico Maia

Acabou a Copa, e por aqui, o futebol feminino continuará do jeito que é!

21/08/2023 às 12h23 - Atualizado em 21/08/2023 às 12h32
A Espanha surpreendeu. Nunca tinha chegado nem perto de uma semifinal (twitter.com/FIFAWWC)

Ouvindo e vendo boa parte da imprensa “especializada” prever maravilhas para o futebol feminino no Brasil a partir do sucesso dessa Copa que terminou ontem. Como dizia o nosso saudoso Mestre Rogério Perez: “menos gente, menos!”. Não é por aí. Os campeonatos estaduais e o nacional da categoria em nosso país são muito fracos, pouca gente toma conhecimento e não existe estrutura minimamente razoável para que cresça e atraia torcida e patrocinadores. Exceções feitas para uns poucos clubes, especialmente de São Paulo, a maioria vive na base do “imbondo”, do improviso.

A CBF gosta de usar a final do Brasileiro  de 2022 como “retrato do avanço do futebol feminino no Brasil”, quando 41.070 corintianos foram ao Itaquerão ver o Corinthians sagrar-se tetracampeão brasileiro, ao golear o Internacional por 4 a 1. Mas não mostra a média geral e as condições dos demais palcos dos jogos e precariedade dos clubes, que são obrigados por ela a manter times femininos.

No Brasil, até o masculino está capenga na comparação com a Europa. Vou acreditar em evolução sustentável do futebol feminino por aqui a partir do momento em que ele for introduzido na comunidade estudantil, em todos os níveis, universitário em especial. Foi assim que os Estados Unidos e demais líderes do ranking da FIFA chegaram lá.

A Espanha surpreendeu. Nunca tinha chegado nem perto de uma semifinal. Fez ótima campanha e mereceu o título. A Inglaterra, quarto colocada em 2019, terceiro em 2015, era favorita e foi vice agora. Mas a lembrança que ficará do seu time nesta Copa será da covardia da sua atacante Lauren James, expulsa nas oitavas de final contra a Nigéria por pisar covardemente nas costas da também atacante Michelle Alozie. Única cena chocante de “violência” registrada neste mundial.

A Copa organizada em parceria entre a Nova Zelândia e Austrália foi um sucesso, em todos os aspectos. Assim como a da França em 2019. Normalmente toda nova edição de Copa é melhor que a anterior, já que novidades são implementadas, erros são corrigidos e o interesse de patrocinadores sempre aumenta.

Copa é Copa e a realidade de cada seleção em cada país é completamente diferente. Assim como no masculino, há uma elite técnica. Diferentemente do futebol dos homens, o Brasil não faz parte dessa elite entre as mulheres. A Espanha só entrou agora, por ter sido campeã: Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Inglaterra e França, são essa elite, segundo o ranking FIFA antes da Copa. O futebol feminino nestes e outros países do primeiro mundo é muito bem estruturado há muitos anos, bem antes da realização da primeira edição da Copa, em 1991, na China, que teve os Estados Unidos campeã, Noruega vice, Suécia em terceiro e Alemanha em quarto. 

A seleção brasileira surpreendeu em 1999, nos Estados Unidos, chegando em terceiro e voltou a surpreender em 2007, na China, quando  foi vice, perdendo a final para a Alemanha por 2 a 0. Era a geração Marta, Cristiane, Formiga e cia. em ação. Na França, em  2019, caiu nas oitavas, eliminada pelas donas da casa. Este ano a CBF investiu uma baba de dinheiro e a Globo jogou para cima, criando um clima no país de “favorita”, como se o time tivesse alguma chance.

Seleção totalmente renovada, Marta, machucada e com 37 anos. Saiu na fase de grupos.

Esta Copa elevou muito a média de público em relação à edição da França, que foi de 21.756. Vai passar de 30.000, principalmente por causa do público na Austrália, já que na Nova Zelândia ficou na faixa dos 7 mil pagantes. Só na final, ontem, no Estádio Olímpico de Sidney, o público foi de 75.784.

Chico Maia

Chico Maia

Email: chicomaiabd@gmail.com

Mais lidas do dia

Justiça mantém suspensão de show de Ana Castela em cidade de Minas Gerais; entenda a decisão

Justiça mantém suspensão de show de Ana Castela em cidade mineira

Mulher trans viraliza após realizar sonho de dirigir ônibus no interior de Minas Gerais

Mulher trans viraliza após realizar sonho de dirigir ônibus em MG

Metrô BH começa obras de três novas estações da Linha 2; veja quais

Jovem é encontrado morto com golpes de faca dentro de casa em Contagem, na Grande BH

Foto ilustrativa (Pixabay)

Idoso é atacado por enxame de abelhas e levado em estado grave para hospital no Sul de Minas; veja vídeo

Um idoso, de 73 anos, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros após um ataque de abelhas sofrido na cidade de Andradas, no Sul de Minas

Leia mais

Siga o BHAZ nas redes sociais

TikTok
YouTube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logo BHAZ