Minas Gerais registrou 155 mortes por afogamento entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Do total, 141 ocorrências foram registradas no interior do Estado e 14 na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com a chegada da temporada de calor, alguns cuidados são essenciais.
Para evitar acidentes, a orientação é manter crianças pequenas sempre sob supervisão direta de um adulto, a uma distância máxima de um braço. Durante o uso da piscina, o responsável deve manter a atenção na criança e deixar o celular de lado. Brinquedos também devem ser retirados da borda para não atrair os pequenos para a água.
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Outro cuidado é não confiar em boias de braço, boias circulares ou colchões infláveis como equipamentos de segurança. Esses objetos podem furar ou virar e ainda passar uma falsa sensação de proteção. Em festas e churrascos, quando há vários adultos próximos à piscina, a recomendação é definir quem ficará responsável pela criança e fazer a troca de forma clara, avisando em voz alta quem assumirá a supervisão.
Aulas ajudam na prevenção, mas não substituem a supervisão
Além da atenção dos adultos, o aprendizado de habilidades aquáticas é apontado como uma importante ferramenta de prevenção. Para Francine Araújo, CEO de um estúdio de natação em Belo Horizonte, a supervisão precisa ser ativa e não apenas a presença de um adulto no mesmo ambiente.
“A gente acha que está supervisionando porque está no mesmo quintal. Supervisão não é presença, é atenção ativa. Para criança pequena, a regra que usamos na FPK e que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda é clara: no máximo um braço de distância, olhando para a criança, sem celular”, afirma.
Os dados dos bombeiros mostram ainda que o número de mortes costuma aumentar nos meses mais quentes. Em 2026, foram 22 mortes por afogamento em janeiro, 24 em fevereiro e 21 em março, em Minas. Em todo o ano de 2025, foram registrados 286 óbitos por afogamento em Minas. Em 2024, foram 246.
Apesar de aprender a nadar ser uma camada importante de proteção, a habilidade não elimina completamente o risco. A recomendação é que, antes de liberar o acesso à piscina, os responsáveis verifiquem a existência de cercas e portões com trava, retirem brinquedos da borda e observem a profundidade, os ralos e os equipamentos de segurança.
Durante o banho, a supervisão deve ser contínua e, se o adulto precisar sair, a responsabilidade deve ser transferida explicitamente para outra pessoa.














