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Governador do Rio diz que operação com mais de 120 mortes foi ‘sucesso’

29/10/2025 às 12h30
Todasas vítimas foram identificadas. (Eusébio Gomes/TV Brasil)

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), avaliou a operação policial mais letal da história da capital, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, como um “sucesso”. Até a manhã desta quarta-feira (29), mais de 120 mortes haviam sido registradas. Os corpos continuam sendo contados.

Em coletiva de imprensa, o governador confirmou 58 mortes, sendo 54 criminosos e quatro policiais. O número diverge do balanço enviado pelo Executivo Estadual, que informa a morte e 64 pessoas no total. As demais vítimas foram localizadas por moradores em uma área de mata do Complexo da Penha e reunidas na Praça São Lucas, no Centro da comunidade.

“Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos 4 guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem, só tivemos esses policiais. Tirando a morte dos policiais, a operação foi um sucesso”, disse Castro.

“A gente não vai ficar respondendo nem ministro nem autoridade queira transformar esse momento em uma batalha política. O recado é: Ou soma no combate à criminalidade ou suma!”.

O governador disse ainda que os mortos contabilizados na comunidade são bandidos, já que estavam no matagal no momento do confronto: “Não acredito que havia alguém passeando em área de mata em um dia de operação”.

Castro não esclareceu as divergências entre os números anunciados pelo governo e os corpos encontrados pela população nesta quarta-feira.

Megaoperação

Uma megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro deixou ao menos 64 mortos e resultou na prisão de mais de 100 pessoas nessa terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital. Entre os mortos estão quatro policiais: dois civis e dois do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

A ação, chamada de Operação Contenção, mobilizou cerca de 2.500 policiais civis e militares para cumprir mandados de prisão e apreensão de armas e drogas. De acordo com o governo estadual, quase 100 fuzis foram retirados de circulação, além de pistolas, granadas e mais de meia tonelada de entorpecentes.

Relatórios de inteligência motivaram o governo a solicitar ao governo federal vagas em presídios federais para a transferência de lideranças criminosas. O objetivo da operação, segundo o estado, é interromper a atuação e a expansão territorial da facção que domina a região.

A operação, que segue em andamento, ocorreu após mais de um ano de investigação realizada pela Polícia Civil com apoio do Ministério Público. A área atingida pelos confrontos inclui 26 comunidades e uma população estimada em mais de 200 mil moradores.

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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Isabella Guasti

Email: isabella.guasti@bhaz.com.br

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