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Catuçaí do Nandão, o drink que nasceu das ocupações políticas e virou símbolo do Carnaval de BH

17/02/2026 às 11h12
Reprodução/Redes Sociais


Se você já pulou o Carnaval em Belo Horizonte, provavelmente já experimentou o Catuçaí do Nandão. Famoso entre os foliões pela cremosidade — e por ser aquele tipo de bebida que hidrata, alimenta e ainda tem um álcoolzinho pra segurar o dia inteiro de bloco. E tem uma cena clássica: no meio do cortejo, alguém avista os carrinhos do Nandão abrindo caminho na multidão, o aviso corre rápido — “olha o Catuçaí!” — e, de repente, forma aquela rodinha em volta do carrinho, todo mundo ansioso pela tradicional concha de Catuçaí.

A história: onde tudo começou

Muita gente acha que o Catuçaí nasceu no Carnaval, mas não. Ele começou a circular entre 2012 e 2013, no meio das ocupações e movimentações políticas que tomaram a cidade — Praia da Estação, Viaduto Santa Tereza, Funarte. Foi nesse contexto de rua ocupada, encontro e manifestação que o Nandão começou a vender a bebida.

E é curioso como essa história se cruza com a do próprio Carnaval de Belo Horizonte. Na mesma época, os blocos ainda cresciam de forma independente, muito puxados por coletivos, artistas e pelos mesmos movimentos que já ocupavam os espaços públicos. Aqui, festa e política sempre caminharam meio juntas. O Carnaval foi ganhando corpo, e o Catuçaí foi junto, circulando de mão em mão, até virar presença constante nos cortejos.

As informações são de uma entrevista exclusiva com o próprio Nandão. Segundo ele, só no período carnavalesco a operação envolve cerca de 35 pessoas entre produção, logística e vendas. E, como não é um processo industrial, às vezes o estoque não acompanha o ritmo da multidão — quem é de bloco já passou pela experiência de procurar e descobrir que acabou.

O que muda neste ano

Como a equipe não consegue estar em todos os blocos ao mesmo tempo, quem quiser garantir o Catuçaí pode reservar com antecedência pelas redes sociais da marca. Neste Carnaval, a venda acontece principalmente em garrafinhas, o que agiliza o atendimento na rua. O valor será R$ 15 por unidade.

Outra novidade é a bolsa térmica do Catuçaí: na compra de 20 unidades, ela sai gratuita, facilitando para quem quer circular o dia inteiro sem perder a cremosidade. A bolsa com as 20 fichas custa R$ 260 no privado. A marca também estuda novos formatos, incluindo versão sem álcool, sachês e a expansão para outras cidades como Rio e Salvador.

Onde encontrar o Catuçaí

Durante fevereiro, os vendedores oficiais estarão espalhados por diversos blocos da cidade, entre eles:

Queimando o Filme; Sagrada Profana; Marisa Monte; Babadan; O Pior Bloco do Mundo; Abre-te Sésamo; Mama na Vaca; Como Te Lhama; Bloco da Amandona; Circulado; Salada de Frutas; Sai Pra Lá Capeta; Então Brilha; Siricotico; Tchanzinho; Quando Come Se Lambuza; Calixto; Volta Belchior; Faraó; Abalocaxi; Beiço do Wando; Bloco da Esquina; Bloco do Batiza; Orisamba; Samba do Queixinho; Angola Janga; Batuque Coletivo; Furacão Trembase; Havaianas Usadas; Daquele Jeito; Corte Devassa; Unidos do Barro Preto; Swing Safado; Truck do Desejo; Juventude; Batekoo; Me Beija Que Sou Pagodeiro; Lua de Crixtal; I Wanna Love; Terno do Binga; Myneira System; A Roda; Baque Humaitá.

E o mais bonito de tudo isso é ver o Nandão, um pequeno empreendedor, transformar o que começou na rua em ponto de encontro. O Catuçaí nasceu no meio da cidade, cresceu junto com o Carnaval e segue ali, no meio da multidão — hoje já é quase patrimônio e, com certeza, um dos queridinhos dos foliões de BH.

Dayanne Melgaço

Publicitária e gestora de marketing gastronômico, atende bares e empresas do segmento. Apaixonada por empreendedorismo, conexões, uma boa conversa na mesa de bar e comida afetiva
Instagram

Dayanne Melgaço

Email: dayannemelgaco@gmail.com

Publicitária e gestora de marketing gastronômico, atende bares e empresas do segmento. Apaixonada por empreendedorismo, conexões, uma boa conversa na mesa de bar e comida afetiva
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