As rajadas de vento que atingiram Patos de Minas, no Alto Paranaíba, durante o temporal desse domingo (25) chegaram a 150 km/h, velocidade comparável à dos ventos registrados em furacões. O dado foi divulgado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que classificou a tempestade como o evento climático de maior impacto sobre seu sistema de distribuição em 74 anos de história.
Segundo a Defesa Civil da cidade, o temporal provocou destelhamento de casas. As folhas de uma palmeira também caíram na fiação elétrica da avenida Getúlio Vargas. Apesar do susto, o órgão informou que os transtornos na cidade foram mínimos.
Além de Patos de Minas, outras cidades mineiras registraram ventos intensos. Em Lavras, no Sul de Minas, as rajadas chegaram a 105 km/h. Em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, atingiram aproximadamente 90 km/h, segundo a Cemig.
O que explica a comparação com furacões?
Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), um furacão é um tipo de ciclone tropical formado sobre águas tropicais ou subtropicais. Para receber essa classificação no Atlântico Norte e em outras regiões específicas, o sistema precisa apresentar ventos sustentados de pelo menos 119 km/h, além das características meteorológicas próprias desse fenômeno.
Em Patos de Minas, as rajadas chegaram a 150 km/h durante o temporal de domingo (25), velocidade superior a esse limite. A comparação, porém, se refere apenas à velocidade: rajadas são diferentes de ventos sustentados, usados na classificação de furacões.
231 mil clientes estão sem energia em Minas Gerais
Cerca de 231 mil clientes ainda estão sem energia elétrica em Minas Gerais nesta segunda-feira (26), após o temporal que atingiu o estado no domingo (25). Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o número chegou a 640 mil consumidores durante o pico das ocorrências.
O balanço foi divulgado por Ernando Braga, vice-presidente de Distribuição da Cemig. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 98 mil clientes continuam sem energia. Na capital, são 45 mil consumidores afetados.
No pico do temporal, a situação era ainda mais grave. A Grande BH chegou a registrar 380 mil clientes sem energia, enquanto Belo Horizonte contabilizou 221 mil consumidores com o fornecimento interrompido.
A companhia considera o episódio um evento climático severo, que provocou danos à rede elétrica em diferentes regiões do estado. As equipes trabalham na recuperação do sistema, atingido principalmente pela queda de árvores e pela força dos ventos.










