O preço do café moído, vendido nos supermercados, está em queda. No dia mundial do café, a boa notícia para os amantes da bebida é confirmada pelos dados do IBGE. Pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) o produto apresenta quedas consecutivas nos três primeiros meses deste ano, acumulando redução de 3,62%. A variação começa a chegar nas gôndolas de supermercados, depois de meses de uma alta histórica. Ainda segundo o IBGE, desde 2023, o grão acumula alta de 67%.
Os preços em Belo Horizonte estão acompanhando a média nacional. De acordo com pesquisas do Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead), da UFMG, enquanto o valor do pacote de 500g atingiu o pico de R$32,92 em maio de 2025, agora, o valor médio praticado é de R$29,19. Essa redução começou a ser observada no segundo semestre do ano passado, com episódios de queda e estabilidade.
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O gerente de pesquisas da Fundação Ipead, Eduardo Antunes, diz que o preço do grão moído sofre interferência de diferentes fatores antes de chegar na mesa do consumidor, como o aumento nos preços de fertilizantes, o custo da mão de obra, da energia, do transporte e embalagens. O dólar é outro fator importante, já que o Brasil é um grande exportador de café. “A valorização do dólar incentiva a venda ao exterior, reduzindo a oferta interna e pressionando os preços locais”, explica o economista.
Enquanto o café moído começa a apresentar uma queda nos preços, o mesmo não acontece com o café solúvel, que acumula alta de quase +16% nos últimos 12 anos. Comprar a bebida pronta em padarias e lanchonetes também pode não ser uma boa opção. Neste caso, o acumulado no mesmo período é de +8,24%.
Produção recorde de café x preço
Neste ano, o Brasil pode registrar a maior safra de café de todos os tempos. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são esperadas 66 milhões de sacas no país, 17% a mais do que na safra anterior. Minas deve responder por quase metade dessa produção. A expectativa é de que o estado produza 32,4 milhões de sacas, quase 26% a mais do que na última safra.
A produção recorde, no entanto, demora para ser sentida pelos consumidores. As safras anteriores foram prejudicadas por condições climáticas adversas e forte demanda internacional. Os preços aumentaram e só agora uma queda pode ser percebida. Mas, segundo especialistas, é preciso cautela, já que essa redução será pequena diante da alta acumulada.
Ainda assim, a dica é buscar pelas oportunidades que podem surgir neste momento, como promoções e a variação de preços entre estabelecimentos. “Estamos observando promoções pontuais de café em embalagem de 500 gramas, abaixo de 20 reais”, comenta Eduardo Antunes.









