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Caso Evellyn: Polícia confirma a morte de criança sequestrada em 2023 em um crime brutal sob mando de seu pai

27/08/2026 às 12h39 - Atualizado em 27/08/2026 às 12h50
Caso Evellyn jasmim
(PCMG/Divulgação)

A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista coletiva no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), que Evellyn Jasmin, criança sequestrada por criminosos após a morte da mãe dela em um salão de belezas em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi morta.

A criança sumiu depois que a mãe foi atacada no estabelecimento e morta a tiros perto dali, no bairro Nações Unidas. Dias depois, o corpo da cabeleireira também foi encontrado em um carro na BR-040, na altura do bairro Morada Nova, em Contagem, também na Grande BH.

Desde então, a Polícia Civil iniciou as buscas por Evellyn Jasmim Machado Acacio.

Em julho de 2023, um mês depois do caso, três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento nos assassinatos de Ketlyn Oliveira e de Ana Raquel. A Polícia Civil seguiu com as buscas por Evellyn Jasmim.

Segundo os delegados Álvaro Huertas e Murilo Ribeiro, responsáveis pelo caso, nos últimos três anos, os investigadores percorreram mais de 200 mil quilômetros por cinco estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Minas Gerais).

A trama revela um caso brutal, sob as ordens do próprio pai da criança, que estava preso.

Segundo os delegados, o ex-marido de Ketlyn e pai de Evellyn estaria envolvido no homicídio do então namorado de Ketlyn por não se conformar com o rompimento do relacionamento.

Ketlyn então teria iniciado uma sequência de denúncias contra o ex e outros dois envolvidos no crime. A mulher teria feito uma série de revelações do envolvimento de seu ex e de pessoas que ele teria mandado cometer o crime contra o seu atual companheiro.

Com as denúncias públicas, o ex de Ketlyn teria mandado sequestrar ela e quebrar as suas duas pernas. A partir disso, ela começou um planejamento para se mudar da Grande BH para o Rio de Janeiro. Em um vídeo publicado nas redes sociais ao lado da filha, a criança chega a dizer que não aguentava mais as ameaças e clama para que amigos e familiares ajudem com uma vaquinha virtual para elas se mudarem.

A partir desse vídeo, o ex de Ketlyn determina que seus comparsas a sequestrem para cegá-la. Segundo os investigadores, toda uma estratégia criminosa é montada para o cometimento do crime. Um dispositivo é instalado no carro da vítima, o que permite que o autores sigam Ketlyn até o salão de beleza em Sabará.

Mas, ao chegarem ao local para o crime, Ana Raquel, a dona do salão e que sabia de todo o caso, tenta impedir o crime e agredida com uma martelada na cabeça. Segundo os investigadores, o caso sai de controle e os três envolvidos colocam Ketlyn, Evellyn e Ana Raquel num carro e saem do local, que fica encharcado de sangue.

No meio do caminho, Ketlyn abre a porta e pula do carro. Os criminosos retornaram e atiram contra ela, deixando-a morta no meio da rua.

A quilômetros dali, eles dão um tiro em Ana Raquel e a matam. O carro é abandonado na BR-040 e eles ingressam em um outro veículo que havia sido alugado para o cometimento do crime. Os criminosos haviam removido a placa e instalaram insufilme no carro para dificultar o trabalho de investigação da polícia.

Neste momento, eles seguem com a criança para um sítio alugado no distrito de Ravena, em Caeté. Eles mantém a criança lá por um tempo, mas, como a criança conhecia os três autores e inclusive chamava um deles de “tia”, a decisão foi pela execução da criança, que, no dia seguinte, é morta e seu corpo jogado em uma mata na região.

Depois disso, os três criminosos retornaram para Belo Horizonte, lavam o veículo e o devolvem para a locadora.

Os investigadores fizeram buscas no local, mas como se passaram mais de três anos, a ausência de odor dificulta bastante as buscas.

Três envolvidos no caso foram indiciados, denunciados pelo Ministério Público e a Justiça já recebeu a denúncia, tornando-os réus pelos crimes. Um dos envolvidos morreu em setembro de 2024.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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Email: lavinia.barbosa@bhaz.com.br

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