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VÍDEO: Suspeita de aplicar golpe ‘Boa noite, Cinderela’ é presa em bar no Centro de BH

27/08/2026 às 17h38
(Imagens cedidas)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu no início da tarde desta quinta-feira (27), Thaise Maia Perez, de 33 anos, suspeita de aplicar em várias vítimas o golpe ‘Boa noite, Cinderela’. Ela foi presa preventivamente enquanto estava em um bar no Centro de Belo Horizonte, após informações compartilhadas entre a inteligência da Polícia Civil e a polícia ostensiva da Polícia Militar.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Felipe Façanha, a polícia já monitorava a suspeita. “A gente já estava na busca e localização dela já há alguns dias”. O mandado de prisão preventiva foi expedido para evitar o risco de fuga, já que existem informações de que ela é de outro estado, e para impedir a ocultação ou destruição de provas.

As investigações contra a suspeita tiveram início em junho de 2025, motivadas por crimes ocorridos entre maio e junho do mesmo ano. O delegado Felipe Façanha detalhou como a investigada agia para dopar as vítimas e realizar os roubos: “Ela se encontrava com certos homens em bares, em festas, em casas noturnas, tinha algum relacionamento com eles lá, colocava algo na bebida deles, ia para a casa desses indivíduos ou lá na casa colocava essas substâncias em bebidas”.

Quando as vítimas estavam sob o efeito das substâncias, a suspeita realizava os saques e roubos. A audácia das ações chamou a atenção da equipe policial, que identificou registros visuais da suspeita deixando os locais com bens pessoais das próprias vítimas. “Existem imagens que ela sai inclusive com a roupa de um dos indivíduos”.

O delegado explicou ainda que ela “adentrava nas casa e acabava pegando celulares, pegando cartões, desbloqueando o celular enquanto o indivíduo estava dormindo, alcoolizado, dopado, desbloqueava o celular dessa pessoa e realizava transações financeiras”.

Até o momento, a Polícia Civil identificou pelo menos três procedimentos investigativos distintos com o mesmo modo de ação da suspeita. Somados, os golpes aplicados pela investigada já acumulam um prejuízo estimado em mais de R$ 20.000, englobando transferências bancárias via Pix, roubo de aparelhos celulares e outros pertences de valor.

As investigações também apontam que ela não agia sozinha, indicando a existência de uma associação estruturada com clara divisão de tarefas. “Normalmente essas condutas ocorrem com auxílio de outros indivíduos, seja no núcleo financeiro para pegar o dinheiro e fazer as compras, seja por um núcleo de abordagem, pessoas que fazem abordagem e identificam esses indivíduos”.

A suspeita está sendo investigada pelos crimes de roubo qualificado, caracterizado pela redução da capacidade de percepção e resistência da vítima para a subtração de bens, corrupção de menores e organização criminosa. “Isso não é uma antecipação de uma conduta, ou seja, a gente investiga, encaminha para o Ministério Público, o Ministério Público faz a denúncia, tem todo um processo em ampla defesa e, ao final, se entender pela tese investigativa que a gente está elaborando, aí ela pode ser condenada por esses crimes”, concluiu o delegado. Veja vídeo:

Asafe Alcântara

Coordenador de mídias digitais e repórter, no BHAZ, desde setembro de 2021. Atualmente concilia como repórter na Record TV Minas. Jornalista graduado pelo UNI-BH, com experiência em redações de veículos de comunicação, como RedeTV! BH, TV Band Minas, TV Alterosa, TV Anhanguera (afiliada Globo GO), TV Justiça e CNN Brasil.
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Asafe Alcântara

Email: asafe.alcantara@bhaz.com.br

Jornalista

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