A Copasa divulgou comunicado, nessa terça-feira (1º), a criação de uma força-tarefa para normalizar o abastecimento de água em pontos afetados de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. A companhia mobiliza equipes operacionais, de engenharia e de desenvolvimento social diante das manutenções programadas e emergenciais que deixam bairros sem água há dias.
O comunicado destaca que a Copasa estruturou um plano de ação para recuperar gradualmente a estabilidade da rede e prevê a regularização completa do abastecimento na RMBH até a próxima quinta-feira (3).
As ações ocorrem em diferentes frentes, incluindo uma obra emergencial na região Oeste de Belo Horizonte, reparos em adutoras, intervenções em sistemas de abastecimento e medidas de suporte durante a recuperação da pressão nas redes.
Falta de água na região Oeste de BH
A ocorrência na região Oeste, segundo a Copasa, começou em 19 de agosto, quando uma adutora de grande porte rompeu na rua Xapuri, no bairro Nova Granada. A tubulação passava sob um imóvel localizado sobre a área da rede, o que provocou danos à estrutura e levou à interdição da casa pela Defesa Civil.
A companhia afirma que, como não era possível operar um reparo convencional sob a edificação, a Copasa isolou temporariamente o trecho danificado e alterou a configuração hidráulica da rede. A medida permitiu manter o fluxo de água, mas provocou perda de vazão e oscilações de pressão nas áreas mais altas dos bairros Buritis, Estoril e Nova Suíça.
Para solucionar o problema hidráulico, a engenharia da companhia iniciou em 31 de agosto uma obra emergencial para implantar um novo traçado para a adutora. A estrutura será desviada do imóvel, com o objetivo de recompor a capacidade total do sistema na região Oeste.
Em nota, a Copasa afirma também que presta assistência à família que vivia no imóvel. Conforme a empresa, os quatro moradores receberam hospedagem em hotel, alimentação, transporte, vestuário e acompanhamento para atendimento médico, por meio da Gerência de Desenvolvimento Social da Copasa.
Reparos e recuperação do abastecimento na RMBH
Além do problema no Nova Granada, a Copasa atuou no rompimento de uma adutora na região do Barreiro. Os serviços foram concluídos na manhã dessa terça-feira (1º), com a religação do sistema e o início da recuperação gradual do fornecimento de água no local.
Nas obras de interligação realizadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), as equipes da Copasa identificaram e corrigiram um vazamento pontual na adutora na noite de segunda-feira (31). Com o reparo, a rede foi liberada para a pressurização.
Em Brumadinho, as intervenções de manutenção elétrica realizadas pela Cemig foram concluídas dentro do prazo. Com isso, os equipamentos puderam ser religados e o volume de água começou a ser recomposto.
Em Pedro Leopoldo, também foram finalizadas obras de melhoria e manutenção preventiva realizadas pela Copasa. O sistema está na fase de pressurização e enchimento dos reservatórios.
As ações fazem parte da recuperação do Sistema Rio Manso, que foi afetado pela paralisação programada no último domingo (30). A previsão da Copasa é de que o abastecimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte seja totalmente regularizado até quinta-feira (3).
Caminhões-pipa reforçam atendimento durante recuperação
Durante a fase de pressurização das redes, a Copasa reforçou o suporte emergencial com mais de 15 caminhões-pipa. A operação deve ser ampliada nos próximos dias e prioriza hospitais, unidades de pronto atendimento, creches, escolas e pontos considerados mais críticos devido à topografia.
A companhia também afirma que passará a divulgar boletins diários sobre o andamento das obras e sobre a recuperação do abastecimento.
Para solicitações, os canais informados pela Copasa são o WhatsApp (31) 99770-7000, o aplicativo Copasa Digital, o site www.copasa.com.br e o telefone 0800 0300 115.
Golpe do caminhão-pipa
Criminosos estão aproveitando a falta de água que atinge o bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, para tentar aplicar um golpe em condomínios, envolvendo o pagamento do serviço de caminhão-pipa.
Síndicos relatam que pessoas têm oferecido o serviço por valores muito acima do normal, exigido o pagamento antecipado pelo caminhão-pipa e, depois, desaparecido sem realizar o abastecimento, efetivando o golpe em condomínios que já têm um gasto extra em função da falta de água que atinge o Buritis.
Um dos anúncios que circulam em grupos de síndicos da região oferece uma viagem de caminhão-pipa por R$ 3 mil durante o horário comercial e R$ 3,5 mil à noite. Para reservar o serviço, o anunciante exige o pagamento antecipado de 50% do valor.
Segundo um dos síndicos, há casos em que os criminosos recebem o Pix e não aparecem para fazer o abastecimento.










