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El Niño pode ser o mais forte desde 1950; veja impactos no Brasil

10/09/2026 às 17h43 - Atualizado em 10/09/2026 às 17h57
(Foto: Vinícius Sampaio/BHAZ)

O El Niño segue se fortalecendo e pode se tornar o evento mais intenso registrado desde 1950. Uma atualização divulgada nesta quinta-feira (10) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica que o fenômeno continuará ganhando força até o fim de 2026.

Segundo a NOAA, a probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte durante a primavera e o verão de 2026/2027, no Hemisfério Sul, supera 90%. Há ainda 75% de probabilidade de que o fenômeno seja o mais forte registrado desde 1950 no trimestre entre outubro e dezembro de 2026.

A nova previsão reforça o cenário apresentado pelo BHAZ, na ocasião, uma atualização da NOAA apontava alta possibilidade de um “Super El Niño” muito forte entre outubro e dezembro. Agora, a agência mantém a previsão de forte intensificação do fenômeno e aponta a possibilidade de um evento histórico.

El Niño se intensificou em 2026

Em agosto, as anomalias da temperatura da superfície do mar ultrapassaram 3°C no Pacífico Equatorial Leste, enquanto o índice Niño 3.4 chegou a 1,8°C.

O cenário mudou ao longo de 2026. O ano começou sob condições de La Niña, passou pela neutralidade e, em junho, o El Niño foi oficialmente declarado. Desde então, o fenômeno vem apresentando rápida intensificação.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e pode provocar alterações nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões.

O que o El Niño pode provocar no Brasil?

As projeções climáticas indicam maior probabilidade de chuva acima da média em áreas da Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul.

Já áreas das regiões Norte, Nordeste e do Brasil Central têm maior probabilidade de registrar chuva abaixo da média.

As temperaturas apresentam tendência de permanecer acima da média em grande parte do país.

As condições climáticas ainda podem mudar nos próximos meses, por isso as projeções devem ser acompanhadas nas próximas atualizações dos órgãos de monitoramento.

Laís Marques

Jornalista formada pela PUC Minas. Acumula passagens anteriores pela equipe de jornalismo da Rede 98 e assessorias de comunicação da PMMG e da UEMG

Laís Marques

Repórter do BHAZ

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