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BH ganha Casa do Carnaval no Shopping Uai com espaço para ensaios de blocos

15/09/2026 às 13h51
A casa será inaugurada ao público no dia 8 de outubro. (Lavínia Fernandes/BHAZ)

Um novo espaço voltado para o Carnaval de Belo Horizonte foi lançado nesta terça-feira (15), no Shopping Uai, no Centro da capital. A Casa do Carnaval foi criada para receber ensaios de blocos e também terá atividades voltadas à formação, economia e encontro entre pessoas que atuam na folia.

A iniciativa conta com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e foi idealizada pela produtora cultural Polly Paixão. A proposta surgiu a partir de uma dificuldade identificada por ela ao longo dos anos de trabalho com blocos: a falta de locais adequados para os ensaios. Veja abaixo foto do espaço antes da revitalização e obras:

Segundo Polly, o aumento do Carnaval de Belo Horizonte também ampliou a demanda por espaços para a preparação dos blocos. Ela afirma que muitos dos locais disponíveis são pequenos, não possuem estrutura de som ou cobram valores que dificultam o acesso dos grupos.

A Casa do Carnaval ocupa cerca de 2 mil metros quadrados no terceiro andar do shopping. O espaço terá:

  • palco
  • estrutura de som
  • auditório para cursos e atividades
  • sala menor para ensaios de dança e outras ações
  • área destinada aos ensaios dos blocos

A intenção é que o local seja utilizado durante todo o ano. Além dos ensaios, a proposta inclui cursos e oficinas para pessoas que trabalham com o Carnaval, com atividades relacionadas à customização de abadás, redes sociais, venda de shows, montagem de portfólio e leis de incentivo à cultura. Ao todo, estão previstos 15 cursos divididos em cinco eixos.

A Casa também deverá funcionar como espaço para comercialização de produtos ligados aos blocos e para aproximar produtores, artistas, empresários e outros profissionais envolvidos na cadeia do Carnaval.

Como serão os ensaios

A Casa do Carnaval será gratuita para os blocos que utilizarem o espaço. A forma de inscrição ainda será divulgada nas redes sociais da iniciativa. Segundo Polly, a organização pretende distribuir os horários de maneira a permitir que diferentes grupos tenham acesso ao local.

A previsão é de cinco ensaios durante a semana, à noite, e outros cinco aos sábados e cinco aos domingos. Em caso de grande demanda, cada bloco poderá ensaiar duas vezes por mês, em sistema de revezamento. A expectativa é de que até 30 blocos possam utilizar o espaço mensalmente.

A Casa funcionará como projeto-piloto até o fim de janeiro de 2027. A ideia apresentada pela organização é manter o espaço para os próximos carnavais e ampliar as atividades ao longo do tempo.

A inauguração do espaço para visitação está prevista para 8 de outubro. A agenda para marcação dos ensaios será aberta posteriormente.

Espaço busca fortalecer blocos

Para Geo Ozado, criador e coordenador do bloco Baianas Ozadas, a falta de um local estruturado para os ensaios é um dos principais desafios enfrentados pelos grupos antes do Carnaval. Ele destaca que as baterias de alguns blocos reúnem dezenas de integrantes e exigem estrutura adequada para os ensaios.

Segundo ele, o ensaio é uma etapa importante da construção do Carnaval, já que reúne os integrantes, músicos e demais envolvidos antes dos desfiles.

A Casa do Carnaval tem participação do Governo de Minas por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Durante a apresentação do projeto, a subsecretária de Cultura do Estado, Maristela Rangel, afirmou que o Carnaval é uma das áreas contempladas pelas políticas de incentivo e destacou a formação e a economia criativa ligadas à festa.

Além do apoio por meio da lei de incentivo, Maristela afirmou que o Estado conta com recursos do Fundo Estadual de Cultura para editais voltados ao Carnaval de Minas Gerais.

A proposta da Casa também prevê uma aproximação entre blocos de Belo Horizonte e do interior de Minas Gerais. Segundo Polly, a intenção é que o espaço possa receber grupos de outras cidades e, ao mesmo tempo, aproximar os blocos da capital da produção carnavalesca do interior.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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Email: lavinia.barbosa@bhaz.com.br

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