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Laudo conclui que diarista acusada de matar casal de idosos em BH não sofria de perturbação mental

17/09/2026 às 17h43
(Isadora Vianna/BHAZ)

O laudo de sanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino, finalizado nesta quinta-feira (17), concluiu que a diarista não apresentava doença mental, perturbação da saúde mental ou desenvolvimento mental incompleto no momento em que teria matado um casal de idosos em Belo Horizonte.

Após a análise dos elementos disponíveis e entrevista pessoal da acusada, os peritos concluíram que as capacidades de entendimento e determinação de Paola estavam preservadas na época dos fatos, sob a ótica da psiquiatria forense.

A perícia foi realizada após a Justiça determinar a instauração de um incidente de insanidade mental. Durante a entrevista, Paola relatou ter ouvido vozes e visto vultos que, segundo ela, teriam influenciado sua ação. O exame, porém, não identificou elementos clínicos compatíveis com transtornos psicóticos ou alterações graves do humor que interferissem na compreensão dos fatos.

Relembre o caso

Maria Clotilde Atala Inácio, de 76 anos, e Cláudio Atala Inácio, de 75, foram encontrados mortos no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os corpos foram localizados pelo filho do casal no início da tarde de 30 de junho, depois que Cláudio não apareceu para trabalhar.

Segundo o boletim de ocorrência, os dois apresentavam ferimentos em diferentes partes do corpo, incluindo costas, garganta, pescoço, barriga, queixo e tórax, além de sinais de defesa.

A Polícia Civil identificou, por meio das câmeras de segurança do prédio, a entrada e a saída de Paola no dia anterior. Equipes foram até a casa dela, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana, mas não a encontraram. Familiares informaram que ela teria viajado para o Espírito Santo com o filho.

No dia 1º de julho, Paola foi encontrada dormindo com o filho, de 6 anos, em um quarto de hotel em Itabira. Ela não resistiu à prisão e confessou o crime.

A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Conforme a corporação, após o crime, Paola teria lavado a faca utilizada, tomado banho e deixado o apartamento levando objetos de valor do casal, como joias, celulares e relógios.

Ela também teria saído do prédio carregando bolsas e sacolas, uma delas com a roupa que teria sido usada no momento do crime.

No dia 3 de julho, a prisão em flagrante de Paola foi convertida em preventiva. Na decisão, a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto apontou que, naquele momento, não havia provas que sustentassem uma possível incapacidade mental ou uso de substâncias pela suspeita durante o crime.

Laís Marques

Jornalista formada pela PUC Minas. Acumula passagens anteriores pela equipe de jornalismo da Rede 98 e assessorias de comunicação da PMMG e da UEMG

Laís Marques

Repórter do BHAZ

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