A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou a morte do chimpanzé Serafim, que vivia no Zoológico de Belo Horizonte havia mais de 26 anos, por meio das redes sociais. O animal, que completaria 39 anos, morreu nesta quinta-feira (17), após o agravamento irreversível do quadro clínico.
Diagnosticado com diabetes em 2016, Serafim era acompanhado diariamente por uma equipe especializada, com monitoramento da glicose, administração de medicamentos e alimentação adaptada às suas necessidades. Nos últimos dias, o estado de saúde do chimpanzé se agravou.
Segundo a Prefeitura, uma comissão técnica formada por especialistas do município e da UFMG avaliou o quadro e orientou pela interrupção do sofrimento de forma humanitária, diante da impossibilidade de controlar possíveis dores. O procedimento foi realizado de maneira tranquila, sob acompanhamento veterinário.
Serafim chegou ao Zoo de Belo Horizonte há mais de 26 anos e, desde então, passou a fazer parte da história do espaço. A Prefeitura destacou a dedicação das equipes responsáveis pelos cuidados do animal ao longo dos anos e o vínculo criado com quem conviveu com ele.
Outras mortes no Zoológico
A morte de Serafim ocorre meses após o Zoológico de Belo Horizonte registrar os óbitos da leoa Pretória e da chimpanzé Kelly, em novembro de 2025. Na época, os dois animais morreram após complicações durante procedimentos anestésicos, e o caso foi investigado pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB).
A investigação contou com análises da UFMG e da Polícia Civil e concluiu que as complicações anestésicas tiveram causas multifatoriais, relacionadas às condições clínicas dos animais e às particularidades do manejo de fauna silvestre. Os laudos também não apontaram superdosagem, contaminação ou alteração nos anestésicos utilizados, nem indícios de erro ou desvio intencional de conduta.













