A greve dos professores das escolas particulares de Belo Horizonte continua por tempo indeterminado. Nesta segunda-feira (21), uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG) e o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) terminou sem acordo. Pais de alunos realizaram uma manifestação em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em apoio aos docentes. Sem consenso entre as partes, o processo seguirá para julgamento no TRT, ainda sem data definida.
Em nota, o Sinepe-MG informou que aceita manter uma única Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), desde que duas cláusulas sejam alteradas: o fim da isonomia salarial e a mudança nas regras de indenização por redução de carga horária.
Já o Sinpro-MG afirmou que essas propostas já foram rejeitadas pela categoria, mas serão novamente submetidas à assembleia dos professores.
Os docentes voltam a se reunir nesta terça-feira (22), às 9h30, no auditório da Fundac, no bairro Lagoinha, para decidir os próximos passos da paralisação. A greve foi mantida após assembleia que reuniu mais de 700 professores de dezenas de instituições de ensino.
Pais vão às ruas em apoio aos professores
Enquanto representantes dos sindicatos participavam da audiência, pais e responsáveis dos alunos se concentraram em frente ao TRT para demonstrar apoio aos professores.
Segundo os organizadores, a mobilização foi espontânea e organizada pelas próprias famílias, que custearam faixas, cartazes e outros materiais. O objetivo foi manifestar solidariedade à categoria e chamar atenção para o impasse nas negociações da convenção coletiva.
A greve ocorre em meio à disputa pela renovação da CCT, vencida desde 31 de março. O principal ponto de divergência é a proposta de dividir a convenção entre professores da educação básica e do ensino superior.















