Ruan Lima Sicupira, de 22 anos, suspeito de assassinar a namorada, Ana Isa Sicupira, de 21, com golpes de capacete, em Conselheiro Lafaiete, na região do Alto Paraopeba, em Minas Gerais, teve prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada na última sexta-feira (18).
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), mais informações não podem ser repassadas porque o processo tramita em segredo de justiça.
Relembre o caso
Ana estava desaparecida havia cerca de três dias, o que chamou a atenção de uma amiga da esposa de um militar. Segundo o relato, a jovem não costumava faltar ao trabalho. A partir disso, foram feitos levantamentos para localizar familiares. O irmão de Ana foi encontrado e forneceu o telefone do pai dela, que informou o endereço onde a filha morava.
Familiares foram até o imóvel e encontraram o portão principal e a porta da casa abertos. Eles chamaram por Ana, mas não tiveram resposta. Ao entrarem na residência, encontraram a jovem caída ao lado da cama, já sem sinais vitais.
Ana apresentava diversas lesões na região da face. Havia grande quantidade de sangue espalhada pelo chão, pelas paredes e pela cama do quarto. Conforme a ocorrência policial, também foram identificados indícios de agressões e perfurações no corpo da vítima. Naquele momento, não foi possível determinar qual objeto ou instrumento teria provocado as lesões.
Durante a verificação da casa, foram encontrados cartões bancários em nome dos suspeitos. Vizinhos também relataram informações sobre o relacionamento entre Ana e Ruan.
Um morador do segundo andar contou ter ouvido discussões e intenso barulho vindo da residência durante a noite do dia 9 para o dia 10 de setembro. Segundo ele, Ana estava acompanhada do namorado.
Ainda conforme o relato, as discussões entre os dois eram recorrentes e havia episódios de agressões físicas contra a jovem. Vizinhos também disseram que Ana possivelmente estaria grávida, mas a informação não foi confirmada pela perícia.
Ruan foi preso na noite da última quinta-feira (17). Com ele foram apreendidas roupas que ele estaria usando na data do crime, parcialmente queimadas, um celular que pertencia a ele e outro possivelmente da vítima.













