Um esgoto a céu aberto tem causado transtornos para taxistas, lojistas e clientes na Avenida Oiapoque, próximo ao número 215, no Centro de Belo Horizonte. Segundo trabalhadores da região, o problema persiste há quase um ano. O local fica próximo a um ponto de táxi e é uma área de grande circulação de pessoas, perto da rodoviária.
Taxista que trabalha no local, Mairon Santana conta que a situação tem incomodado não apenas os profissionais, mas também passageiros que utilizam o ponto. “Clientes também precisam utilizar o ponto. Dependendo, eles podem até pisar ali no esgoto. É meio desagradável”, relatou.
Segundo ele, o problema também afeta lojistas e o estacionamento próximo. “O pessoal do estacionamento reclama, porque o esgoto corre na porta do estacionamento. Traz mau cheiro e o carro entra lá com o pneu sujo”, afirmou.
‘Cheiro insuportável’
Valter Soares, outro taxista que trabalha na região, também relatou problemas provocados pelo esgoto a céu aberto . Segundo ele, profissionais já procuraram a Prefeitura de Belo Horizonte para comunicar a situação, mas não tiveram retorno.
O taxista afirma ainda que uma tubulação teria sido instalada para direcionar o líquido para o meio-fio, fazendo com que ele corra pela avenida. O mau cheiro é outro problema apontado pelos trabalhadores. “É muito forte”, relatou o taxista.
Para quem trabalha diariamente no ponto, a situação também gera preocupação com a circulação dos passageiros. “É um ponto de táxi, de um esgoto a céu aberto. Isso é até desumano”, afirma Valter .
A situação ganhou repercussão nas redes sociais após Mairon publicar vídeos mostrando o problema. Os registros passaram a circular e chamaram a atenção para as condições do local. Segundo os taxistas, o esgoto a céu aberto já dura quase um ano e afeta diferentes trabalhadores da região.
Assista ao vídeo:
Taxistas denunciam esgoto a céu aberto há mais de um ano em ponto de embargue no Centro de BH
— BHAZ (@portal_bhaz) September 23, 2026
📹: Imagens cedidas ao Portal BHAZ pic.twitter.com/EER4D1R8OK
Copasa descarta vazamento
Após ser procurada pelo BHAZ, a Copasa informou que técnicos estiveram no local nesta quarta-feira (23) e constataram que as redes de água e esgoto operadas pela companhia estão funcionando normalmente. Segundo a empresa, não há vazamento de esgoto na região.
Ainda de acordo com a Copasa, o líquido encontrado na sarjeta é caracterizado como “água servida”, proveniente de atividades de uso cotidiano. A vistoria identificou que o lançamento tem origem em uma estrutura do Shopping Xavantes e não está relacionado às redes da companhia.
Shopping contesta origem do líquido
Em nota, o Shopping Xavantes afirmou que a água identificada na Avenida Oiapoque vem do dreno do aparelho de ar-condicionado de uma das lojas. Segundo o estabelecimento, trata-se de “água não servida”, que não foi utilizada em processos de limpeza, lavagem ou outras atividades do shopping.
O shopping informou ainda que a ocorrência foi acompanhada pelo engenheiro responsável pela estrutura durante uma vistoria da Vigilância Sanitária. A administração afirmou que iniciará nesta quinta-feira (24) a limpeza do local e que, posteriormente, adotará as medidas necessárias para uma solução definitiva.
PBH vai verificar origem
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a Vigilância Sanitária esteve no local nesta quarta-feira (23) e identificou um vazamento de líquido com odor. Durante a vistoria, o responsável pelo imóvel informou que o líquido seria proveniente do sistema de ar-condicionado.
Segundo a PBH, diante da necessidade de confirmar a origem do escoamento, fiscais lavraram um Termo de Intimação determinando a verificação da procedência do líquido. Caso seja constatada alguma irregularidade, o responsável deverá adotar as medidas necessárias para a adequada destinação da água à rede coletora de esgoto existente, evitando outros tipos de lançamento.
A inspeção foi acompanhada pela assessoria jurídica do estabelecimento, que tomou ciência e assinou o documento fiscal.
A Vigilância Sanitária informou que retornará ao local para verificar o cumprimento das providências determinadas e a confirmação da origem do escoamento para avaliação das medidas sanitárias cabíveis.








