O técnico do Cruzeiro, Arthur Jorge, fez uma autocrítica sobre a eliminação do clube na Libertadores, diante do Flamengo, mas defendeu o desempenho da equipe no clássico contra o Atlético, que tirou a Raposa da Copa do Brasil. As avaliações foram feitas em entrevista ao Charla Podcast, quando o treinador português foi perguntado se faria algo diferente nos dois confrontos de mata-mata.
Sobre o jogo no Maracanã, Arthur Jorge reconheceu que o Cruzeiro teve dificuldades e foi superado estrategicamente, sobretudo no primeiro tempo.
“Teria feito alguma coisa diferente, porque tivemos dificuldade, de facto, em entrar no jogo. Acabamos por ser mais dominados do que dominadores”, afirmou. “Provavelmente teria pensado em alguma coisa diferente, mais próxima daquilo que pudesse ser nós tentarmos igualar em termos de domínio do jogo.”
“A copa é matar ou morrer”
No caso do clássico contra o Atlético, a avaliação foi outra. Para o treinador, o Cruzeiro fez uma boa partida fora de casa e chegou a estar em vantagem no placar, mas uma circunstância a cerca de 30 minutos do fim mudou o rumo do confronto.
“Num ambiente completamente adverso para nós, jogando fora de casa, tivemos uma personalidade tremenda nesse jogo. Chegamos lá, impusemo-nos, fomos melhores, fizemos gol”, disse o treinador português.
Segundo Arthur Jorge, essa condicionante fez o adversário avançar as linhas, e o caráter eliminatório da competição pesou no desfecho.
“O campeonato tem pontos, pode ser um ponto, podem ser três. A copa é matar ou morrer. Acabamos por ficar um bocadinho mais expostos e ter um adversário que procurou e acabou por ser feliz em conseguir reverter o resultado”, completou.
Com as duas eliminações precoces, o Cruzeiro ficou fora das competições de mata-mata da temporada.







