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Justiça manda investigar supostas agressões contra médica que sequestrou bebê em Uberlândia

08/10/2026 às 18h58 - Atualizado em 08/10/2026 às 19h04
(Reprodução/Redes sociais)

A Justiça de Minas Gerais determinou a apuração de supostas agressões contra a médica neurologista Cláudia Soares Alves, de 42 anos, que está presa em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ela ficou conhecida após sequestrar uma bebê recém-nascida em 2024 e também é ré pela morte de uma farmacêutica.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) informou ao BHAZ que Cláudia foi encaminhada ao setor de atendimento de saúde da unidade prisional e remanejada de cela após relatar as supostas agressões.

Segundo a pasta, a direção da unidade tomou as providências administrativas necessárias, incluindo a confecção de um Reds (Boletim de Ocorrência). A ocorrência também está sob apuração administrativa.

Atendimento médico

A Sejusp informou que Cláudia recebe acompanhamento médico contínuo desde que foi admitida no sistema prisional. A medicação prescrita é entregue regularmente e a detenta possui retornos programados.

Sobre a saúde mental, a Sejusp informou que a unidade oferece atendimento médico-psiquiátrico, mas Cláudia optou por acompanhamento particular. Segundo a secretaria, a consulta com o médico particular foi realizada na data programada.

A Sejusp também negou que Cláudia esteja sem assistência de saúde na unidade.

Médica responde por homicídio

Cláudia é ré pela morte da farmacêutica Renata Bocatto Derani, assassinada em Uberlândia, em 2020. Segundo as investigações, a médica é apontada como mandante do crime.

Em julho deste ano, a Justiça decidiu que Cláudia e Paulo Roberto Gomes da Silva, apontado como executor, serão julgados pelo Tribunal do Júri. Ainda não há data para o julgamento.

Relembre o caso

Em julho de 2024, Cláudia sequestrou uma recém-nascida no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Segundo as investigações, ela entrou na maternidade usando crachá e disse aos pais que levaria a bebê para ser amamentada.

A criança foi localizada horas depois em Itumbiara (GO), onde Cláudia foi presa em flagrante. A Polícia Civil apontou que o crime havia sido planejado.

Cláudia foi indiciada por tráfico de pessoas e falsidade ideológica pelo sequestro.

Laís Marques

Jornalista formada pela PUC Minas. Acumula passagens anteriores pela equipe de jornalismo da Rede 98 e assessorias de comunicação da PMMG e da UEMG

Laís Marques

Repórter do BHAZ

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