A operação do Metrô BH segue normalmente nesta sexta-feira (9) após a queda de um avião de pequeno porte no pátio de manutenção em Belo Horizonte, próximo à estação São Gabriel. O piloto morreu carbonizado no acidente. A operação não foi afetada e a circulação do transporte permanece inalterada, segundo a concessionária.
Na queda, a aeronave atingiu uma estrutura do galpão e a fiação elétrica dentro do pátio de manutenção. O avião caiu sobre os trilhos, mas nenhuma composição do metrô foi atingida.
Segundo o Superintendente de operações e manutenção, Roberto Fischer Machado, houve somente danos materiais e nenhum colaborador foi ferido. As operações fora das instalações de manutenção não foram afetadas. A linha principal segue operando normalmente e atendendo a grade padrão.
Os danos foram majoritariamente nas instalações prediais do pátio de manutenção. A rede de energia de tração dos trens nas oficinas foi desligada para que o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) pudesse atuar na contenção dos danos.
“A operação, para os usuários, está garantida e dentro da normalidade, sem nenhum impacto. A estrutura lateral do prédio e alguns cabos de alta tensão foram atingidos. Nenhum colaborador foi ferido.”, reforçou Roberto.
Quem estava no local
A aeronave caiu próximo à estação São Gabriel e atingiu a lateral externa de um galpão usado para a manutenção de veículos ferroviários. De acordo com o tenente Henrique Barcellos, do Corpo de Bombeiros, o impacto não chegou às pessoas que estavam do lado de dentro.
Os funcionários que trabalhavam no pátio de manutenção escaparam sem ferimentos. O CBMMG atribui isso à posição em que estavam. Eles estavam abrigados por um trem que passava por manutenção dentro do galpão.
“As pessoas que trabalhavam próximas dali estavam felizmente protegidas pelo próprio veículo ferroviário que estava sob manutenção dentro desse galpão. Como a colisão aconteceu na lateral externa da fachada desse galpão, não tivemos atingidos nesse primeiro momento”, afirmou Barcellos.
Segundo o tenente, muitos dos trabalhadores não chegaram a ver a queda. “Muitos trabalhadores que estavam dentro desse galpão não viram de fato, só sentiram o impacto nesse galpão, escutaram o barulho e logo saíram dali”, relatou.
Uma morte confirmada
O piloto morreu no local, segundo a suspeita inicial dos Bombeiros. O óbito foi constatado pelo Samu, e a identificação ainda não foi divulgada. A corporação verifica com as autoridades aeronáuticas se havia outra pessoa a bordo.
Os próximos passos, segundo os Bombeiros, são confirmar quantas pessoas estavam na aeronave, garantir que não reste atmosfera inflamável no local e repassar o caso aos órgãos de perícia. O metrô segue operando sem impacto na circulação, de acordo com as informações mais recentes.
Risco de explosão após o acidente
Mesmo sem feridos no galpão, o local foi evacuado com apoio da concessionária Metrô BH. A principal preocupação das equipes era o combustível da aeronave. Segundo Barcellos, os vapores de gasolina ou querosene de aviação se espalham rapidamente, podem ser mais pesados que o ar e se acumulam em partes mais baixas, o que cria risco de incêndio ou explosão.
A energia do prédio foi cortada, e os bombeiros também lidaram com o risco dos cabos de alta tensão que alimentam a via. O tenente informou que a situação está sob controle e que parte dos recursos já estava sendo desmobilizada para atender outras ocorrências.








