A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que o assassinato de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, foi premeditado. Segundo o delegado Alexandre Fonseca, a cova onde o corpo da jovem foi encontrado já havia sido aberta antes da execução.
Beatriz foi encontrada enterrada em uma área descampada de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O ex-namorado da vítima e a atual companheira dele foram presos em flagrante, suspeitos de participação no feminicídio.
Desavenças entre mulheres são principal linha de investigação
Questionado sobre a motivação do assassinato, o delegado afirmou que, até o momento, os indícios apontam para conflitos entre Beatriz e a atual companheira do ex-namorado.
“Tudo indica que existia um atrito entre a vítima e a autora feminina e que essas desavenças eram constantes”, declarou Fonseca. Ainda segundo o delegado, o rapaz brigava com a companheira e procurava a vítima, o que teria provocado mais conflitos entre as duas.
Desaparecimento
Beatriz foi vista pela última vez na noite de sexta-feira (9), em um bar no bairro Bom Jesus, em Jaboticatubas. Segundo relatos de amigos, ela recebeu uma ligação e disse que iria conversar com pessoas em um carro parado nas proximidades. Chegou a voltar ao bar, foi de novo até o veículo e não foi mais vista.
Os dois suspeitos chegaram a prestar depoimento na delegacia de Jaboticatubas durante as buscas, negaram envolvimento e foram liberados. Segundo familiares, eles participaram de movimentações relacionadas à procura pela jovem.
Corpo em cova rasa
O corpo foi encontrado na tarde de quarta-feira (21), após 12 dias de buscas, em uma área de mata próxima à Estrada Reserva Real. Segundo relatos da família, os próprios suspeitos indicaram o local. De acordo com o boletim de ocorrência, Beatriz estava com as mãos amarradas para trás com arame.
Segundo Fonseca, a jovem foi morta a “pauladas e tijoladas“, e os suspeitos utilizaram soda cáustica para tentar acelerar o processo de decomposição do corpo. A Polícia Civil investiga ainda se a vítima estaria grávida.
Beatriz morava em Jaboticatubas com a mãe e duas irmãs. “O que a gente quer nesse momento é justiça”, disse o irmão.










