O feminicídio de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, teria sido motivada por ciúmes e desavenças entre ela e Carla Luiza, de 23, atual namorada do ex-companheiro da vítima, Samuel Melo, de 18. Os detalhes foram apresentados pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (22).
Segundo a investigação, os conflitos entre as duas mulheres já vinham ocorrendo, e um atrito foi registrado durante a Expojabo, no dia da eleição. Samuel também brigava com a atual companheira e procurava Beatriz, conforme os investigadores.
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O feminicídio de Beatriz Vitória teria sido praticado pelo ex-namorado e pela atual companheira dele. A Polícia Civil apura a participação de cada um no crime e as circunstâncias em que Beatriz foi morta.
Corpo foi encontrado em cova rasa
O corpo de Beatriz foi localizado na tarde de quarta-feira (21), em um terreno aberto na região conhecida como Condomínio Reserva Real, também chamada de Condomínio dos Portugueses, em Jaboticatubas, na Grande BH. A jovem estava enterrada em uma cova rasa, e familiares e amigos acompanharam a movimentação policial no local.
Samuel e Carla, apontados como suspeitos do feminicídio de Beatriz Vitória, teriam indicado aos investigadores o ponto exato onde o corpo estava enterrado. Uma sandália e uma capa de celular também foram encontradas na área. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), em Belo Horizonte, para exames periciais.
Familiares relataram que Beatriz poderia estar grávida de três meses. A informação, no entanto, ainda depende de confirmação.
Desaparecimento durou quase duas semanas
Beatriz desapareceu na noite de 9 de outubro, depois de sair para conversar com ocupantes de um carro prata que se aproximou do bar onde ela estava com três amigos, no bairro Bom Jesus. Segundo o boletim de ocorrência, ela disse aos colegas que voltaria em cerca de dez minutos, mas não retornou. Testemunhas relataram que as pessoas no veículo insistiram para que ela entrasse no carro.
Durante as buscas, familiares e amigos percorreram áreas de mata à procura de pistas. As investigações mobilizaram equipes das delegacias de Jaboticatubas e Santa Luzia, além da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), ligada ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp). Na manhã de quarta-feira, a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD) assumiu o caso. Horas depois, o corpo foi encontrado.
Histórico de conflitos
Familiares disseram que Beatriz teria sido agredida por Samuel durante o relacionamento, que durou cerca de dois meses. Após o término, a irmã mais nova da jovem teria recebido mensagens ameaçadoras enviadas por um perfil falso no Instagram.
Samuel já havia sido ouvido pela polícia. Segundo informações divulgadas anteriormente, ele e Carla também teriam assinado um termo se comprometendo a não deixar a cidade.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do feminicídio e a participação dos suspeitos.










