Assim como a ditadura soviética dos tempos de Stálin sumia com os desafetos da memória popular e dos livros de história, os novos mandachuvas do Atlético mandaram apagar a imagem do jornalista Fred Melo Paiva do mural da Arena MRV.
Óbvio que a indignação foi geral e ganhou dimensão nacional, com manifestações de jornalistas e torcedores de várias partes do país.
Com destaque para o Canal do Guilherme Frossard (instagram.com/guifrossard), que foi ao local, ouviu as partes envolvidas nessa história toda e também manifestou a sua indignação.
Em termos nacionais, a coluna do Juca Kfouri, de ontem, no Uol, está entre as mais acessadas do portal. Lá ele resumiu tudo:
* “Fred Melo Paiva, o Tiradentes do Galo”
Juca Kfouri
Colunista do UOL
A torcida do Galo, por meio do coletivo de torcedores Califórnia Alvinegro, e com vaquinha entre os torcedores atleticanos, fez um mural no estádio do clube em homenagem a personagens relevantes da história do Atlético Mineiro.
O jornalista Fred Melo Paiva foi um dos homenageados, ou melhor, era um deles.
Porque, ao batizar o nome do estádio como Terreirão do Galo, e ao ser crítico dos donos da SAF que sucatearam o clube para comprá-lo barato, principais credores que eram, Paiva incomodou os poderosos e foi sumariamente apagado do mural, com a justificativa oficial de que será feito um rodízio de personalidades… –
E começaram exatamente pela imagem do crítico. Que beleza!
Menos mal que não o enforcaram, esquartejaram, salgaram e penduraram nos postes das estradas mineiras, como fizeram com Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
Apenas escreveram novo capítulo honroso na vida de Fred Melo Paiva e entrarão para a História pela porta dos fundos.















