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VÍDEO: Professora teria esfregado prova no rosto de aluno em escola estadual de BH

18/09/2026 às 18h00
(Reprodução)

Uma família denuncia uma professora da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência, na região Norte de Belo Horizonte, por supostamente esfregar uma prova no rosto de um aluno de 8 anos. Imagens de uma câmera de segurança mostram a profissional segurando a folha diante da criança, que está no 3º ano do ensino fundamental.

A família registrou boletim de ocorrência sobre o episódio. Após o caso, o menino foi transferido para outra turma.

De acordo com a mãe do aluno, que não será identificada, a família já havia sido chamada à escola algumas vezes para conversar sobre o comportamento do filho. A professora teria relatado que ele era disperso, conversava bastante, pedia para ir ao banheiro e beber água com frequência e tinha dificuldade para concluir algumas atividades.

A mãe afirma que o filho é alfabetizado, tem boas notas e facilidade para aprender. Ela diz que está disposta a ouvir a escola sobre eventuais dificuldades do menino, mas questiona a forma como algumas situações teriam sido conduzidas.

Família viu imagens na escola

Segundo o relato da mãe, o padrasto do menino estava na escola quando pediu à direção que voltasse para assistir ao trecho das câmeras.

Ela afirma que a gravação estava em velocidade acelerada e que a diretora reduziu a velocidade para observar a cena. O padrasto teria questionado a direção sobre o comportamento registrado nas imagens.

Segundo a família, após assistir às imagens, a direção decidiu transferir o menino de turma e acompanhar seu comportamento com a nova professora.

A mãe afirma ainda que, antes do acesso às imagens, a escola havia sugerido que o filho passasse por avaliação médica e mencionado a possibilidade de encaminhamento ao Conselho Tutelar.

Criança estaria com medo de voltar

A família afirma que o menino ficou abalado após o episódio e passou a demonstrar medo de encontrar a professora.

Segundo a mãe, ele chora quando o assunto é a escola e não quer voltar às aulas. Ao mesmo tempo, sente falta dos amigos e gostaria de continuar convivendo com eles.

“Eu não quero simplesmente afastá-lo da escola. Quero que ele possa voltar a frequentá-la, mas em condições que lhe proporcionem segurança emocional, acolhimento e respeito”, afirma a mãe no relato.

Ela diz que o objetivo é garantir que o filho continue estudando, mas em um ambiente em que se sinta seguro.

Outros relatos

No relato encaminhado pela família, a mãe também menciona outros episódios que considera preocupantes.

Segundo ela, a professora teria chamado o menino de “impossível” em determinadas situações e dito que ele não falaria a verdade diante de alguns acontecimentos.

A mãe também afirma que a professora teria feito comentários sobre uma amizade do filho e que teria dito que aplicou uma prova mais difícil, reconhecendo posteriormente que “pegou pesado” na avaliação.

O que diz a Secretaria de Educação

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que, após tomar conhecimento da denúncia, a Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana C adotou as providências cabíveis.

Segundo a pasta, foram iniciadas apurações preliminares e instaurado um Processo Administrativo Simplificado (PAS) para apurar os fatos e eventual responsabilização da professora, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

O Núcleo de Atendimento Educacional (NAE) também foi acionado para acolher e acompanhar o estudante.

Ainda conforme a SEE, os responsáveis pelo menino foram atendidos pela diretora da escola, que registrou a denúncia em ata escolar para dar continuidade às medidas administrativas.

Professora teria sido afastada

A mãe informou ao BHAZ que participou de uma reunião com a escola na tarde desta sexta-feira (18) e que foi comunicada de que a professora seria afastada das atividades.

Segundo ela, a decisão teria sido tomada pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) após a denúncia envolvendo o estudante.

O BHAZ procurou a SEE/MG para confirmar o afastamento da professora e esclarecer por quanto tempo a medida será mantida.

Protesto em frente à escola

Um vídeo recebido pelo BHAZ mostra um grupo de pessoas reunido em frente à Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência, protestando sobre o ocorrido.

‘Quero que meu filho tenha segurança’

A mãe afirma que não pretende impedir que a escola estabeleça limites ou trabalhe questões comportamentais com o filho.

“Não estou afirmando que meu filho não possa apresentar dificuldades de atenção, comportamento ou organização. Como responsável, estou disposta a ouvir a escola, buscar orientação e colaborar”, afirma.

Para ela, o principal objetivo é garantir que o menino possa frequentar a escola com segurança.

Laís Marques

Jornalista formada pela PUC Minas. Acumula passagens anteriores pela equipe de jornalismo da Rede 98 e assessorias de comunicação da PMMG e da UEMG

Laís Marques

Repórter do BHAZ

Asafe Alcântara

Email: asafe.alcantara@bhaz.com.br

Jornalista

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