Ao longo do século XX, Belo Horizonte concentrou um grande número de instituições financeiras e foi uma das mais importantes praças bancárias do país. O epicentro desse fenômeno econômico foi a Praça Sete e algumas vias em suas proximidades, como a Avenida Afonso Pena e as ruas Espírito Santo, Carijós, Caetés e São Paulo, onde foram erguidas sedes de exuberante arquitetura, que marcaram a fisionomia do centro da cidade.

Nessa região, foram instalados inúmeros bancos de origem mineira, em edifícios construídos em diversos estilos arquitetônicos, como o Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais, o Banco da Lavoura, o Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais, o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, o Banco Financial da Produção, o Banco Nacional de Minas Gerais, a Caixa Econômica do Estado de Minas Gerais e o Banco de Minas Gerais. Muitos deles se destacaram pela qualidade estética e tiveram suas imagens reproduzidas em revistas e cartões-postais da cidade.

A partir das últimas décadas do século XX, esse cenário começou a se transformar, com a reestruturação e a concentração do setor bancário e o desaparecimento de muitas instituições de origem mineira. Algumas foram incorporadas por outros bancos, enquanto outras foram privatizadas ou liquidadas. Esse processo reduziu significativamente a diversidade de instituições que, durante décadas, fizeram de Belo Horizonte um proeminente centro financeiro e contribuíram, com sua arquitetura, para a construção da exuberante paisagem urbana da região central.

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