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A arquitetura dos bancos em Belo Horizonte

23/08/2026 às 16h04
Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais, atual UAI Praça Sete, projetado por Luiz Olivieri em 1922. Imóvel tombado. (Crédito: Iepha-MG).

Ao longo do século XX, Belo Horizonte concentrou um grande número de instituições financeiras e foi uma das mais importantes praças bancárias do país. O epicentro desse fenômeno econômico foi a Praça Sete e algumas vias em suas proximidades, como a Avenida Afonso Pena e as ruas Espírito Santo, Carijós, Caetés e São Paulo, onde foram erguidas sedes de exuberante arquitetura, que marcaram a fisionomia do centro da cidade.

Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais, atual Sesc Centro Cultural JK, projetado em 1925 por Ricardo Wriedt. Esquina das ruas Caetés e São Paulo. Imóvel tombado. (Crédito: Semana Illustrada, 1928).

Nessa região, foram instalados inúmeros bancos de origem mineira, em edifícios construídos em diversos estilos arquitetônicos, como o Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais, o Banco da Lavoura, o Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais, o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, o Banco Financial da Produção, o Banco Nacional de Minas Gerais, a Caixa Econômica do Estado de Minas Gerais e o Banco de Minas Gerais. Muitos deles se destacaram pela qualidade estética e tiveram suas imagens reproduzidas em revistas e cartões-postais da cidade.

Banco da Lavoura, projetado em 1946 por Álvaro Vital Brasil. Praça Sete. Imóvel em processo de tombamento. (Crédito: cartão-postal / reprodução).

A partir das últimas décadas do século XX, esse cenário começou a se transformar, com a reestruturação e a concentração do setor bancário e o desaparecimento de muitas instituições de origem mineira. Algumas foram incorporadas por outros bancos, enquanto outras foram privatizadas ou liquidadas. Esse processo reduziu significativamente a diversidade de instituições que, durante décadas, fizeram de Belo Horizonte um proeminente centro financeiro e contribuíram, com sua arquitetura, para a construção da exuberante paisagem urbana da região central.

Banco Comércio Indústria de Minas Gerais, projetado em 1952 por Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago. Rua Espírito Santo, n. 605. Imóvel tombado. (Crédito: Brasil Revista, n. 45, 1958).

Conheça outros bancos históricos do centro de BH

Banco de Minas Gerais, atual Belotur, projetado por Raffaello Berti em 1938. Esquina das ruas Carijós e Espírito Santo. (Crédito: Revista Leitura, n. 8, 1940).
Banco Financial da Produção, atual Hotel Financial, projetado em 1944 por Romeo de Paoli. Av. Afonso Pena, n. 571. (Crédito: cartão-postal / reprodução).
Banco Nacional de Minas Gerais, projetado por Raffaello Berti em 1949. Esquina das ruas Carijós e Espírito Santo. (Crédito: cartão-postal / reprodução).
Banco de Crédito Real de Minas Gerais, projetado por Alfredo Carneiro Santiago & Cia. em 1948. Rua Espírito Santo, n. 485. (Crédito: Acervo IBGE).
Banco Mineiro da Produção (no centro), atual P7 Criativo, projetado por Oscar Niemeyer em 1953. Praça Sete. Imóvel tombado. (Crédito: cartão-postal / reprodução).

Editado por: Ulisses Morato

Ulisses Morato

Ulisses Morato é doutor em arquitetura pela Universidade de Lisboa, especialista em construção civil pela UFMG e arquiteto pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Atuou na diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil e no Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. É professor de pós-graduação na PUC Minas, editor da página Arquitetos de Belo Horizonte e gestor da Cultura Arquitetônica, dedicada a serviços e eventos na área do patrimônio edificado.
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Ulisses Morato

Email: ulisses.phd@gmail.com

Ulisses Morato é doutor em arquitetura pela Universidade de Lisboa, especialista em construção civil pela UFMG e arquiteto pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Atuou na diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil e no Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. É professor de pós-graduação na PUC Minas, editor da página Arquitetos de Belo Horizonte e gestor da Cultura Arquitetônica, dedicada a serviços e eventos na área do patrimônio edificado.

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