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Edifício Hércules, um suave arremate de esquina no centro de BH

26/07/2026 às 12h46
O Edifício Hércules, erguido nos anos 1960 em uma esquina próxima à Praça Sete. (Crédito: Ulisses Morato, 2025).

Na esquina da Avenida Amazonas com a Rua Espírito Santo, a poucos metros da Praça Sete, ergue-se o expressivo Edifício Hércules, com uma elegante volumetria de dezenove pavimentos. Projetado pelo arquiteto Sandoval Santos de Azevedo Filho em 1964, é uma das joias modernistas do Centro de Belo Horizonte e merece ser reverenciado, embora muitas vezes passe despercebido no corre-corre diário de quem circula pela região central da capital.

O Edifício Hércules em registro da década de 1970. (Crédito: Paulo José Silva Ferraz).

Essa imponente construção — que abriga lojas e escritórios e cuja composição dialoga com as formas curvilíneas de outros icônicos edifícios modernistas da Praça Sete, como o P7 Criativo, o Helena Passig e o Joaquim de Paula — segue uma tradição formal da arquitetura de Belo Horizonte, em que elegantes volumetrias “aerodinâmicas” suavizam esquinas pontiagudas. A edificação apresenta duas soluções distintas de fachada: a voltada para a Avenida Amazonas é marcada por placas verticais; a orientada para a Rua Espírito Santo destaca-se pelas lâminas horizontais duplas entre os pavimentos.

A forma curvilínea do Edifício Hércules se destaca na esquina oblíqua formada pela Av. Amazonas e a R. Espírito Santo. (Crédito: Ulisses Morato, 2025).

Antes da construção do Edifício Hércules, no mesmo terreno existiu uma edificação de feição eclética com quatro pavimentos que abrigou uma das antigas agências do Banco de Crédito Real de Minas Gerais. Fundado em Juiz de Fora, em 1889, o Credireal tornou-se um dos mais importantes bancos do Brasil até ser incorporado pelo Bradesco em 1997.

Anúncio do antigo Banco Credireal, com ilustração do edifício que existiu antes da construção do Ed. Hércules, na esquina da Av. Amazonas com a R. Espírito Santo. (Crédito: Revista Alterosa, 1942).

O arquiteto Azevedo Filho, formado pela Escola de Arquitetura da UFMG em 1949, projetou também, em 1959, outra emblemática obra do modernismo belo-horizontino: o Edifício Trianon, situado na Rua da Bahia, n. 910, cuja fachada de 18 andares se distingue pelos brises metálicos verticais.

Editado por: Ulisses Morato

Ulisses Morato

Ulisses Morato é doutor em arquitetura pela Universidade de Lisboa, especialista em construção civil pela UFMG e arquiteto pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Atuou na diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil e no Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. É professor de pós-graduação na PUC Minas, editor da página Arquitetos de Belo Horizonte e gestor da Cultura Arquitetônica, dedicada a serviços e eventos na área do patrimônio edificado.
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Ulisses Morato

Email: [email protected]

Ulisses Morato é doutor em arquitetura pela Universidade de Lisboa, especialista em construção civil pela UFMG e arquiteto pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Atuou na diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil e no Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. É professor de pós-graduação na PUC Minas, editor da página Arquitetos de Belo Horizonte e gestor da Cultura Arquitetônica, dedicada a serviços e eventos na área do patrimônio edificado.

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