Bar Padrin inaugurou em fevereiro e, para mim, segue como a melhor novidade da cena butequeira em BH esse ano.
Seguindo a estica que tem dado certo na cidade, o Padrin é um ambiente pequeno e simples. O destaque da decoração vai para as paredes pintadas pelo talentoso artista Arthur Marques e para a impressionantemente limpa e funcional cozinha aberta, anexa a um balcão.
E é dessa cozinha que nós vamos falar. Comandada pelo experiente Daniel Tassi, o Padrin entrega preparos complexos com ingredientes essencialmente simples. Aqui vemos coxa de frango, linguiça, quiabo e berinjela em lindas apresentações. A boa notícia é que o bar não põe só beleza no prato. Tudo que provamos é muito gostoso e dá aquela vontade de comer de novo. A Dayanne sempre diz que, no nosso negócio visitamos tantos bares, que o melhor indicativo de que gostamos é a vontade de voltar. Concordo com ela e com o Padrin foi assim.
O petisco mais celebrado, que todo mundo tem postado nos stories, é o Tonkatsu. A inspiração do prato vem da culinária japonesa e consiste em um lombo com 2 dedos de espessura, empanado e frito. Vem acompanhado da ótima maioneses de limão da casa e custa R$ 42,90. Nós aprovamos demais.

Comemos outras coisas muito boas lá. O quiabo com cogumelo, que além dos ingredientes do nome traz semente de abóbora e farofa de pão, é ótimo. Serve bem e custa R$ 34,90. Outra boa pedida é a linguiça caseira. Acompanha pomodoro, cebola e a mesma farofa de pão do prato anterior. Sai a R$ 38,90 e é realmente muito boa. São bons petiscos para dividir e ir se fartando sem ver. Harmonizam com basicamente qualquer coisa que você for beber.

O bar tem várias outras boas pedidas. Aprovamos o frango com quiabo (R$ 42,90), que é uma sobrecoxa desossada com quiabo tostado e um RESPEITÁVEL caldo de frango. É tão simples e bem feito que a melhor descrição possível é comfort food. Outras belas criações como o costelão e a moela de pato não conseguimos comer, porque já tínhamos destruído os petiscos anteriores. Experiência maravilhosa, que foi ainda melhor por conta do bar ter um atendimento tão bom.
Para beber, o Padrin tem uma boa carta de drinks, com alguns clássicos e outros autorais. Adoramos o drink homônimo, que mistura cachaça, maracujá, limão capeta, canela e espuma de gengibre (Uma boa espuma! Sem contaminar seu drink com açúcar enquanto você bebe) – R$ 32,90. Você também pode optar por cervejas (A Heineken é R$ 17,90), Xeque Mate (R$ 17,00) e também nossa queridinha da noite: A batidinha. Um mix de cachaça, maracujá, leite condensado e manjericão (R$ 14,90). Forte e leve ao mesmo tempo. Melhor que qualquer sobremesa!

E é isso. Com um simples não simples, o Padrin chegou chegando na cidade. Se quiser ir, chegue cedo, porque tem enchido bastante. E caso não surja nenhum bar totalmente inesperado e acima da média esse ano, acredito termos aqui a melhor novidade da cena butequeira de 2024 em BH.
Para conferir a resenha em vídeo, acesse:
Na Rua Campanha, 11, bairro Carmo.
















