TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logomarca BHAZ

Colunas

Chico Maia

Vivemos a era do jogo do faz de conta, da enganação, das injustiças e impunidade

15/11/2024 às 18h45
Arena MRV depredada por cruzeirenses e ninguém punido. Assim como depredação recente por próprios atleticanos, que não tiveram suas identidades reveladas (Foto: twitter/ArenaMRV)

Como diria a amiga Jaísa Gontijo, “estou mal, mas vou piorar”. Ligo a TV e vejo essa aí: “Justiça Federal absolveu mineradora (Samarco) pelo rompimento de barragem em Mariana”.

Seria a mesma justiça que ainda não pôs ninguém na cadeia, por causa da matança em Brumadinho?

Ou aquela que anulou multas, e “descondenou” corruptos e corruptores?

Melhor voltar para o nosso “mundinho” do futebol; “mundinho” que movimenta bilhões Brasil e mundo afora, onde tudo pode e não há necessidade de “descondenar” ninguém, já que nessa área ninguém vai a julgamento. E quando vai, a pena é reduzida para menos da metade, transformada em multa ou esquecida.

Por falar nisso, que coisa impressionante, os pronunciamentos do Atlético e do vice-governador do estado, ontem, hein!?

Quer dizer que foram identificados 21 criminosos e marginais que mancharam a imagem do Galo na final da Copa do Brasil, agredindo rivais e jornalistas, além de depredar a Arena MRV. Hummm!

E os nomes deles? E as caras deles para serem amplamente mostradas em todos os meios de comunicação possíveis. A exposição pública desses elementos seria a única punição a eles, porque a tradição nos diz que já já todo mundo esquece de tudo e eles voltam a delinquir. E outros vão aprontar até pior, sabedores que são, de que vivemos no país da impunidade. Não só Minas Gerais!

No primeiro clássico com o Cruzeiro, o Galo perdeu em campo, mas a indignação maior da diretoria foi por causa da depredação de instalações da Arena “mais tecnológica” do Brasil. Opa, com tantas câmeras espalhadas lá, fácil identificar e entregar as imagens para a polícia, né? Na teoria, pois até hoje não tenho conhecimento de ninguém preso ou punido por aquele vandalismo.

Se não pegaram nem os marginais rivais, vão pegar os marginais caseiros?

Importante lembrar também que toda ação gera reações. Não vender cerveja nos bares que atendiam a torcida adversária resolveria o problema da defesa do time? Retirar portas e até papel higiênico dos banheiros resolveria a falta de pontaria dos atacantes naquela derrota? Ou só atiçariam a raiva dos visitantes depredadores?


No caso da Copa do Brasil, depois de mais uma derrota na bola, em jogo limpo e de toda a confusão, pra quê mandar botar o som do hino do Atlético no maior volume possível, atrapalhando a solenidade de premiação e o trabalho da imprensa?


Coisa de gente pequena, jeca no sentido ruim da palavra. Um funcionário cabeça cozida teria agido por contra própria ou foi mandado por algum dirigente infeliz e despreparado? A imprensa do país inteiro comenta e ainda faz essa pergunta.


As medidas preventivas e supostamente punitivas anunciadas ontem são as mesmas dos anos passados, desde os tempos do Mineirão “raiz”. E funcionavam bem, como funcionam, quando há vontade política e administrativa para isso.


A Polícia Militar, quando devidamente acionada, beira a perfeição sempre. A memória fraca e seletiva, principalmente dos políticos e dirigentes de futebol, se esquece facilmente das coisas. Não estão se lembrando, por exemplo, que o Cruzeiro perdeu a Libertadores da América de 2009 em pleno Mineirão para um time argentino, Estudiantes, e não houve violência nem atos de vandalismo, porque a PM cumpriu com a excelência habitual a sua missão. Da entrada do primeiro ônibus das torcidas deles no território mineiro, estadia deles em Belo Horizonte, e saída deles do nosso estado. Dentro do Mineirão também, nenhum problema: antes, durante e após a partida.


E olhem que ainda não imperava tanta chatice dos estádios “Padrão FIFA”, que estariam por vir.
Por medida de economia, os clubes passaram a dispensar a PM dentro dos estádios. E por mais competente que seja a segurança particular, ela não tem poder de polícia, não pode usar armas e certamente os clubes não contratam a quantidade que deveria ser a ideal para os jogos, também por medida de contenção de custos.


Em resumo, senhoras e senhores, é tudo muito simples, apesar de trágico e desanimador: enquanto a impunidade e interesses inconfessáveis prevalecerem a história se repetirá.


Não é à toa que somos um dos países mais violentos e perigosos do mundo e a bandidagem não teme nem respeita mais ninguém. Ontem um carro (Toyota Corolla) da equipe do Ministro Secretário Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, foi roubado no Rio, durante o encontro do G20.


Na antevéspera da eleição municipal de outubro passado, um carro do Gabinete de Segurança Institucional do presidente da república também foi roubado, em São Bernardo do Campo/SP, perto do apartamento dele e da escola onde ele vota.


Nem falemos do sujeito que queria matar um Ministro do Supremo, e não conseguindo, se explodiu quase na porta da sede da corte mais alta do país.
Se a insegurança está nessas esferas que têm proteção oficial, imagine entre nós, mortais comuns.

Imagem: reprodução/GloboNews

Chico Maia

Chico Maia

Email: chicomaiabd@gmail.com

Mais lidas do dia

Pai e filho desaparecidos em viagem a trabalho são encontrados mortos em ribanceira na BR-381 em MG

Corpos de pai e filho desaparecidos durante viagem a trabalho em MG foram encontrados pela própria família

Metrô BH começa obras de três novas estações da Linha 2; veja quais

Vídeo mostra ataque de abelhas a uma aluna em escola de Ibirité, na Grande BH

‘Fora de perigo’: Menina atacada por abelhas em Ibirité deve receber alta, diz mãe

VÍDEO: Professora teria esfregado prova no rosto de aluno em escola estadual de BH

Leia mais

Siga o BHAZ nas redes sociais

TikTok
YouTube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logo BHAZ