Em junho, Belo Horizonte recebe uma das mais importantes homenagens já feitas à trajetória de Grande Otelo, figura central da história do cinema brasileiro. De 5 a 29 de junho, o Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, exibe a mostra Intérprete do Brasil – Uma Homenagem a Grande Otelo, com entrada gratuita. A programação reúne quase 40 filmes, entre longas e curtas-metragens, incluindo clássicos, cópias restauradas, raridades em película e produções contemporâneas que dialogam com o legado do artista.
A curadoria é do pesquisador e cineasta Fabio Rodrigues Filho, que há anos se dedica ao estudo da obra de Grande Otelo. Estão previstas sessões comentadas, cursos, debates e apresentações artísticas, além do lançamento de um catálogo exclusivo.
Grande Otelo (1915–1993) foi um artista múltiplo: ator, cantor, compositor e poeta. Atuou em mais de 100 filmes e se tornou um dos nomes mais emblemáticos da cultura popular brasileira, com performances que atravessaram a chanchada, a comédia, o drama e a sátira política. Além disso, a sua presença em títulos como Macunaíma (1969), Rio, Zona Norte (1957) e Matar ou Correr (1954) revela a potência de um intérprete que, com sensibilidade e inteligência cênica, ajudou a construir uma imagem complexa do Brasil nas telas.
Programação completa
05 de Junho — Quinta-feira
17h O Garoto — Charles Chaplin, EUA, 1921
19h ABERTURA | Apresentação da mostra e Performance inédita com Maurício Tizumba
20h30 Sebastião Prata, ou bem dizendo, Grande Otelo — Murillo Salles e Ronaldo Foster, Brasil, 1971
Também somos irmãos — José Carlos Burle, Brasil, 1949 | 1h25 | Sessão comentada
06 de junho — Sexta-feira
14h É de Chuá! — Victor Lima, Brasil, 1958
16h E o Bicho Não Deu — J. B. Tanko, Brasil, 1958
18h Assalto ao Trem Pagador — Roberto Farias, Brasil, 1962 | Sessão comentada
07 de junho — Sábado
14h SESSÃO LORENZATO | Amadeo Lorenzato — Paulo Laender, Brasil, 1985
15h Brilhos Negros do Samba — Cariocas, os músicos da cidade (Ariel de Bigault, França, 1987
16h15 Carnaval Atlântida — José Carlos Burle, Brasil, 1952
18h15 A Família do Barulho — Julio Bressane, Brasil, 1970
20h O Rei do Baralho — Julio Bressane, Brasil, 1973
08 de junho — Domingo
18h Macunaíma — Joaquim Pedro de Andrade, Brasil, 1969
20h Exu-piá: coração de Macunaíma — Paulo Veríssimo, Brasil, 1984
10 de junho — Terça-feira
16h Tudo é Brasil — Rogério Sganzerla, Brasil, 1997
18h Nem Tudo é Verdade — Rogério Sganzerla, Brasil, 1986
20h Abolição — Zózimo Bulbul, Brasil, 1988
11 de junho — Quarta-feira
16h Tudo que é apertado rasga — Fabio Rodrigues Filho, Brasil, 2019
Estilhaços Negros do Samba, Zezé Motta, mulher feiticeira — Ariel de Bigault, França, 1987
18h Não vim ao mundo pra ser pedra — Fabio Rodrigues Filho, Brasil, 2021
Othelo, o Grande — Lucas H. Rossi dos Santos, Brasil, 2023
20h Sebastião Prata, ou bem dizendo, Grande Otelo — Murillo Salles e Ronaldo Foster, Brasil, 1971
Troca de Cabeça — Sérgio Machado, Brasil, 1993
Viola chinesa – meu encontro com o cinema brasileiro — Julio Bressane, Brasil, 1977 | Sessão comentada
12 de junho — Quinta-feira
15h A Dupla do Barulho — Carlos Manga, Brasil, 1953
17h Um Candango na Belacap — Roberto Farias, Brasil, 1961
19h Rio, Zona Norte — Nelson Pereira dos Santos, Brasil, 1957 | Sessão comentada por Luis Felipe Kojima Hirano, autor do livro “Grande Otelo: um Intérprete do Cinema e do Racismo no Brasil”.
13 de junho — Sexta-feira
15h-17h CURSO GRANDE OTELO ATORAUTOR Interseccionalidade e pistas para um cinema negro – ministrado por Luiz Felipe Kojima Hirano | Curso sem inscrição prévia | certificado de participação.
17h30 O Homem do Pau-Brasil — Joaquim Pedro de Andrade, Brasil, 1981
20h Lúcio Flávio, o passageiro da agonia — Hector Babenco, Brasil, 1976
SESSÃO DA MEIANOITE | Fitzcarraldo (Werner Herzog, Alemanha – Peru, 1982 | 14 anos | A retirada gratuita dos ingressos acontece exclusivamente pelo site da Eventim a partir do meio-dia de sexta (13)
14 de junho — Sábado
15h Brilhos Negros do Samba, Gilberto Gil, serena paixão — Ariel de Bigault, França, 1987
16h30 Brilhos Negros do Samba – Cariocas, os músicos da cidade — Ariel de Bigault, França, 1987
Brilhos Negros do Samba, Paulo Moura — Ariel de Bigault, França, 1987
19h Também Somos Irmãos — José Carlos Burle, Brasil, 1949
15 de junho — Domingo
18h O Rei do Baralho — Julio Bressane, Brasil, 1973
20h Jubiabá — Nelson Pereira dos Santos, Brasil-França, 1986
17 de junho — Terça-feira
16h Os Três Vagabundos — José Carlos Burle, Brasil, 1952
18h E o Bicho Não Deu — J. B. Tanko, Brasil, 1958
20h SESSÃO MINASPLAY | Manotauros – Uma História de Raça — Thalison Marques, Brasil-MG, 2019
18 de junho — Quarta-feira
15h Os Cosmonautas — Victor Lima, Brasil, 1962
17h É de Chuá! — Victor Lima, Brasil, 1958
19h O Barão Otelo no Barato dos Bilhões — Miguel Borges, Brasil, 1971 | Sessão comentada
19 de junho — Quinta-feira
14h30 Brilhos Negros do Samba, Gilberto Gil, serena paixão — Ariel de Bigault, França, 1987
16h Assalto ao Trem Pagador — Roberto Farias, Brasil, 1962
18h Carnaval Atlântida — José Carlos Burle, Brasil, 1952
20h O Homem do Pau-Brasil — Joaquim Pedro de Andrade, Brasil, 1981
20 de junho — Sexta-feira
15h Ladrões de cinema — Fernando Coni Campos, Brasil, 1977
17h30 Jubiabá — Nelson Pereira dos Santos, Brasil-França, 1986
19h30 Amei um Bicheiro — Jorge Ileli e Paulo Wanderley, Brasil, 1952 | Sessão comentada
21 de junho — Sábado
16h Othelo, o Grande — Lucas H. Rossi dos Santos, Brasil, 2023
18h Nem Tudo é Verdade — Rogério Sganzerla, Brasil, 1986
20h Tudo é Brasil — Rogério Sganzerla, Brasil, 1997
22 de junho — Domingo
18h Viola chinesa – meu encontro com o cinema brasileiro — Julio Bressane, Brasil, 1977
A Família do Barulho — Julio Bressane, Brasil, 1970
20h Matar ou Correr — Carlos Manga, Brasil, 1954
24 de junho — Terça-feira
16h Tudo que é apertado rasga — Fabio Rodrigues Filho, Brasil, 2019
Estilhaços Negros do Samba, Zezé Motta, mulher feiticeira — Ariel de Bigault, França, 1987
18h A Força de Xangô — Iberê Cavalcanti, Brasil, 1978
20h MESA ATORES E ATRIZES NEGROS Uma luta histórica em torno da imagem | com Amora Tito, Gabriel Afonso, David Murity, Meibe Rodrigues e Rainy Martins | Mediação: Altemar Monteiro
25 de junho — Quarta-feira
9h-12h CURSO CORPO, ATUAÇÃO E PRESENÇA | Com Deise de Brito
15h Um Candango na Belacap — Roberto Farias, Brasil, 1961
17h Amei um Bicheiro — Jorge Ileli e Paulo Wanderley, Brasil, 1952
19h-22h CURSO RASGOS NA IMAGEM Uma pequena história do cinema brasileiro à luz do ator e da atriz negra – ministrado por Fabio Rodrigues Filho | Curso sem inscrição prévia | certificado de participação.
26 de junho — Quinta-feira
16h Não vim ao mundo pra ser pedra — Fabio Rodrigues Filho, Brasil, 2021
Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade, Brasil, 1969
18h30 Exu-piá: coração de Macunaíma — Paulo Veríssimo, Brasil, 1984 | Após a sessão, estudo de caso “Macunaíma e Exu-piá” – com Ricardo Aleixo e Fabio Rodrigues Filho
19h-22h CURSO CORPO, ATUAÇÃO E PRESENÇA | Com Deise de Brito
27 de junho — Sexta-feira
15h Brilhos Negros do Samba, Paulo Moura — Ariel de Bigault, França, 1987
17h O Barão Otelo no Barato dos Bilhões — Miguel Borges, Brasil, 1971
19h30 Lúcio Flávio, o passageiro da agonia — Hector Babenco, Brasil, 1976
28 de junho — Sábado
14h Os Cosmonautas — Victor Lima, Brasil, 1962
16h Matar ou Correr — Carlos Manga, Brasil, 1954 | Sessão comentada
18h30 Rio, Zona Norte — Nelson Pereira dos Santos, Brasil, 1957
29 de junho — Domingo
18h Ladrões de Cinema — Fernando Coni Campos, Brasil, 1977 | Sessão ao ar livre no Jardim Interno do Palácio das Artes
20h15 ENCERRAMENTO | Grupo de Choro do Cefart toca Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Joaquim A. Callado, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e muito mais.
A mostra é uma realização da Fundação Clóvis Salgado e do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do programa antirracista “Sobre Tons”. Ao revisitar a obra de Grande Otelo, a iniciativa propõe não apenas um tributo ao artista, mas também um convite à reflexão crítica sobre questões de raça, identidade e memória cultural no país.










