Filho do goleiro Bruno vive sem pensão e revela desejo de encarar o pai

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Sônia Moura revelou que Bruninho Samudio nunca recebeu pensão e quer encarar o pai (Arquivo Pessoal/Sônia Moura)

O filho da modelo Eliza Samúdio e do goleiro Bruno Fernandes, o Bruninho Samúdio, vive sem pensão do pai e quer ficar cara a cara com ele. O portal Extra veiculou, nesta sexta-feira (11), uma entrevista com a avó do menino e mãe da modelo assassinada pelo goleiro. Sônia Moura contou as dificuldades pelas quais passa na criação do neto em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Bruninho tem apenas 11 anos e viveu durante toda a sua vida sob a sombra do crime cometido contra a mãe, que ainda não teve o corpo encontrado. Segundo retratou a avó, o garoto começou a questionar sobre a morte de Eliza Samúdio e demonstrou interesse, pela primeira vez, em encontrar o pai.

“Dia desses, ele me questionou sobre a morte da mãe porque se sente culpado pelo crime. Nunca tinha visto ele se revoltar ou ficar tão abalado. Vi meu neto socar o colchão dele com força… Disse que ele não é culpado de nada. O único culpado nessa história é o pai”, revelou Sônia Moura.

Bruninho joga na posição de goleiro

“Pela primeira vez ele manifestou a vontade de conhecer Bruno. Mas diz que esse dia só vai chegar quando puder estar na mesma altura que ele, para olhá-lo nos olhos”. Medindo 1,65m, o garoto faz aulas numa escolinha de futebol e, não ironicamente, na posição de goleiro nas categorias sub-11 e sub-13.

Mas a paixão pela posição também pode ter sido puxada da mãe. Dona Sônia Moura contou: “Ninguém sabe, mas a Eliza foi goleira na escola também. Desde os 8 anos, ela era apaixonada por futebol, sonhava jogar profissionalmente e conhecer seu ídolo, Rogério Ceni, que também é o do meu neto”.

“Eu reneguei muito essa vontade dele ser goleiro. Mas não posso interferir no que ele quer e tem aptidão. Até tentei o karatê. Ele é faixa laranja. Mas o futebol fala mais alto. Ele é são-paulino como a mãe”, disse a avó de Bruninho. O garoto treina diariamente e faz terapia uma vez por semana, para lidar com a história que o cerca desde seu primeiro ano de vida.

Garoto nunca usufruiu de seus direitos

Conforme dito por testemunhas do caso que ainda tem pontas soltas, Bruninho estava presente no momento em que Eliza Samudio foi morta pelo goleiro Bruno. No entanto, Sônia revelou que faz de tudo para que o neto não saiba detalhes do crime, embora saiba que será inevitável esconder dele para sempre.

A mãe de Eliza Samudio está lutando na Justiça há 10 anos para que Bruno Fernandes cumpra os deveres de pai e arque com os direitos de Bruninho, entretanto, sem sucesso. “O processo de pensão alimentícia foi aberto quando minha filha ainda estava viva. Até hoje, Bruno não depositou um centavo para o filho”, revelou Sônia.

“Nenhum oficial de Justiça consegue citá-lo. O curioso que até eu tenho o endereço dele e o judiciário não… Tentei receber para meu neto o auxílio reclusão que os filhos de preso têm direito e isso também foi negado. Todos os direitos do Bruninho foram violados desde antes de seu nascimento”. Em entrevista ao BHAZ, em 2019, Sônia já havia desabafado sobre o sentimento de injustiça quanto às decisões dos tribunais, na época em que Bruno retornou ao futebol (relembre aqui).

‘Pago aluguel e todas as contas dele’

Tanto a escolinha de futebol quanto a terapia, e os outros gastos envolvendo um adolescente de 11 anos, são custeados pelos avô, que trabalha com tapeçaria. “Agora na pandemia ficamos mais apertados. Tenho meu sítio no interior, mas não posso morar lá por causa da escola do menino. Pago aluguel e todas as contas dele”, contou Sônia.

O garoto tem todo o cuidado e suporte dos avós, que o mimam com estrogonofe e batata frita e sobremesa de chocolate no dia da morte da mãe, para amenizar a dor. “Não é fácil. Nunca foi. Tento preservá-lo ao máximo dessa tristeza toda. Eu não quero que a morte dela seja esquecida. Mesmo que apenas uma pessoa lembre”, desabafou a avó.

Sônia Moura completou: “Não quero que meu neto tenha os traumas que tem pelo resto da vida. É um carma pesado demais. Eu só vou dar paz ao Bruno no dia em que ele devolver o corpo da minha filha. Nem que seja o dedo mindinho dela. Até lá, vou continuar cobrando como posso sua responsabilidade”.

Edição: Vitor Fernandes
Andreza Miranda
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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