‘Festa da Luz’: Centro de BH ganha iluminação especial com circuito de arte gratuito

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O viaduto Santa Tereza é um dos pontos de Belo Horizonte que recebe o circuito iluminado (Reprodção/@festadaluz.art/Instagram)

Belo Horizonte está se transformando em um circuito iluminado de arte pública, com a chegada da primeira edição da Festa da Luz, que começou nessa segunda-feira (25). O baixo Centro da capital mineira está sendo tomado por ondas eletromagnéticas coloridas, unindo arte urbana, tecnologia e arquitetura. A programação conta com instalações, obras de video mapping e muita música no bar Sula.

A programação começou nessa segunda-feira (25), com oficinas de criação e projeção. A partir desta quinta-feira (28), até domingo (31), locais como o Viaduto Santa Tereza e a escadaria da Estação Central do Metrô recebem instalações e projetos de iluminação cênica, com muita cor e poesia.

Na sexta-feira (29) e no sábado (30), das 19h às 22h, os edifícios Itatiaia, Sulacap/Sulamérica e os prédios da Aarão Reis receberão obras de video mapping, criadas para o festival e para as fachadas das construções. Ainda no sábado, o coletivo Projetemos fará uma ocupação luminosa nos prédios da região.

Bar com DJs

O novo restaurante, bar e espaço cultural Sula, localizado no edifiício Sulamérica, será o espaço oficial da Festa da Luz. DJs estrão presentes, a partir das 19h, para animar o local. Na quinta-feira (28), DJ Luiz Valente e DJ Bebela Dias tomam conta. Na sexta-feira (29), será a vez do DJ João Nogueira e do DJ Shigara e, por fim, DJ Yug e DJ Kingdom (Fenda), darão o som do sábado (30).

O circuito é uma idealização da Associação Cultural Casinha e da Híbrido Comunicação e Cultura, produzida juntamente com a produtora Pública – a mesma que produz o CURA (Circuito Urbano de Arte).

Segundo o integrante da Associação Cultural Casinha, Matheus Rocha, o centro cultural promoveu em 2013, a oficina de videomapping, e ali uma semente foi plantada. “Começamos a pesquisar os ligth festivals pelo mundo e a conversar sobre a possibilidade de criar um festival nesse formato”, explica

‘Materializar sonho antigo’

“No ano passado, a Pública chegou para somar forças com todo seu conhecimento em arte pública. E agora finalmente vamos materializar esse sonho antigo”, diz Matheus. Juliana Flores, curadora e sócia fundadora da Pública Agência de Arte, deu detalhes sobre o circuito iluminado.

Ela explica: “Concebemos um festival multimídia com obras site specific, como é o caso da instalação do Goma que vai iluminar a fachada histórica da Serraria Souza Pinto. A ideia é proporcionar uma experiência artística única para o público belo-horizontino”.

Instruções para seguir o circuito

Para aproveitar o circuito iluminado, siga as seguintes coordenadas: O edifício Itatiaia, na rua da Bahia, em frente à Praça da Estação, vai receber trabalhos de video mapping de cinco artistas: Ani Haze (BA), Bah (MG), Notívago (RJ), Bianca Turner (SP) e Carol Santana (RJ).

Siga a luz e vá até a estação de metrô. O túnel, já tomado por intervenções artísticas em suas paredes, é como um portal onírico. Suba as escadas, iluminadas e coloridas, em direção à Sapucaí. Vire à direita e observe o edifício Chagas Dória, na esquina: há uma instalação de laser criada pelo artista Denilson Baniwa (AM) e pelo VJ Homem Gaiola (MG).

Do outra lado da rua, a “escrevivência” de Conceição Evaristo é luz, sombra e poesia; num letreiro em neon projetado pelas arquitetas Laila Gonçalves e Andréia Barbosa Gomes do escritório Duas Ideias. No meio de tudo isso, há várias surpresas e ações, como a ação de ocupação do hipercentro do Projetemos.

Caminhando, você vê o Viaduto Santa Tereza em festa: aqui é onde a magia acontece. A pálida luz branca se liberta nas cores do arco-íris; a instalação é feita de tubos de led e foi criada pelo VJ 1mpar (MG) em parceria com a produtora Tassia Junqueira.

À direita, temos a rua Aarão Reis. Os prédios, logo acima do Teatro Espanca!, recebem as projeções mapeadas de Video Makino (MG), Grazzi (DF), Le Pantoja (RJ), Valentino (CE) e biarritzzz (PE). Três horas de luzes dançando em uma experiência psicodélica múltipla.

À esquerda, na Serraria Souza Pinto, há uma instalação neon âmbar com a tag do artista Goma. Pixo é arte? E quem é que define o que é ou não é arte? Já parou pra pensar? O objetivo dessa instalação é justamente fazer com que o público reflita e desloque o pensamento.

E tem mais. As fachadas dos edifícios Sulacap/Sulamérica vão se transformar com obras de video mapping de AlineX (MG), Coletivo Coletores (SP), Keila Sankofa (AM), Mary Gatis (PE) e Laura Campestrini (DF): as questões e as lutas coletivas, a cidade e nossas inquietações serão iluminadas.

Ainda ali, no vão entre as duas construções, teremos a instalação Poéticas Leituras dos arquitetos Bel e João Diniz, filha e pai. Essa obra, assim como as instalações do Goma e o de Conceição Evaristo, ficarão expostas por mais 6 meses, sendo um legado da Festa da Luz para BH.

Anota aí:

Festa da Luz de Belo Horizonte

Data: 25 a 31 de outubro

Programação gratuita

Outras informações: Acesse aqui 

Edição: Giovanna Fávero
Andreza Miranda
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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