O rapper belo-horizontino Djonga deu spoiler de seu novo trabalho que será lançado na próxima sexta-feira, dia 13: Inocente demotape. O músico publicou a capa do mais novo álbum do artista, cheio de referências.
“Quando você aparece, você é o melhor, o necessário, todo mundo procura ver seu lado bom, até quando você tá errado, quase impossível não ficar vaidoso, destemido… Você se consagra, os números aumentam, você realiza sonhos, muda a vida de quem você prometeu mudar e, enquanto alguns permanecem no que parece a loucura de querer ver o que você tem de bom, quem te achava necessário passa a procurar seu lado ruim até quando você tá certo. Você tenta se esconder, você tem medo… esse trabalho não fala sobre isso, mas tem a ver com isso”, escreveu sobre o lançamento.
“Pra quem procura ver o que há de bom, bem-vindo. Pra quem vai me acusar de qualquer coisa, eu juro que eu sou: Inocente”, declarou.
A grande inspiração para a estampa do projeto é o disco “Perfect Angel” (Anjo Perfeito, em português), da cantora de soul norte-americana Minnie Riperton. O álbum é de 1974.
Em “Perfect Angel”, Minnie aparece na capa usando uma jardineira e segurando um sorvete, que derrete nas mãos da cantora. O mesmo look e cenário foram reproduzidos no disco do rapper. A capa do álbum de Minnie é autoria de Barry Feinstein, responsável por outras capas históricas, como as dos discos All Things Must Pass, do ex-beatle George Harrison, e The times they are a-changing, do prêmio Nobel Bob Dylan.
Detalhe: o álbum dela foi produzido por Stevie Wonder, encantado com a voz da cantora de soul.
Essa não é a primeira vez que Djonga faz uma viagem aos anos 1970 para buscar referências. A capa de “Heresia”, último álbum lançado pelo cantor, faz alusão ao clássico “Clube da Esquina” (1972), de Milton Nascimento e Lô Borges.
Aliás, Djonga, que é o principal nome de um movimento cultural que emerge das periferias de Belo Horizonte e tem o Duelo de MCs como eixo, gravou o clássico Travessia, de Milton e Fernando Brant, do principal movimento musical de Minas Gerais no século 20.
Agora, se o ex-estudante de história mergulhou na música para buscar referências, ele deixou parcialmente uma tradição para trás. Os cinco primeiros discos foram lançados em 13 de março. No ano passado, o dia escolhido por Djonga também foi 13, mas de outubro, como agora, com Inocente Demotape.














