A partir do trabalho coletivo entre artistas mineiros, acontece a mostra ‘Como nascem os relâmpagos?’, desta sexta (31) a domingo (2), no espaço Mama Cadela, em BH. A programação mistura pintura, performance, oficina, som e crochê. A proposta é gerar um encontro elétrico, no qual corpo, memória e território se chocam.
A abertura, nesta sexta (31), promove a ação coletiva ‘Trupica, mas não’, uma parceria da mostra com o Festival Durante. A performance transforma o caos em dança, das 19h30 às 21h. Na sequência, o público participa de uma roda de conversa com os participantes Gus Rocha, Renata Mara, Perla Gomes e Shima.
Ao longo do fim de semana, ficam em exposição trabalhos dos artistas Gustavo Machado, Line Lemos, Mariana Zani, Priscapaes, Ártemis e Fhero.
Entre os destaques, Gustavo Machado apresenta uma série inédita e investiga a ascensão de novos movimentos religiosos e conservadores, analisando como a fé tem sido instrumentalizada por grupos políticos e lideranças religiosas. Paralelamente, Priscapaes expõe crochês pintados como tramas, em diálogos entre plástico e linha, que evocam a efemeridade da vida e a possibilidade de permanência.

No sábado (1º), das 15h às 17h, Ártemis e Line Lemos (duo Deslinde) realizam uma oficina de pintura. Os participantes devem levar fotografias de família ou imagens encontradas ao acaso, impressas, para a criação de um quadro a partir de perguntas, lembranças ou estranhamentos.
Já no domingo (2), a artista Ártemis se junta a Ítalo Augusto na performance Colo. A ação propõem um diálogo entre a exposição de fotografias do primeiro aniversário da pintora, em que está no colo do pai. Em meio ao afeto ambíguo, a imagem se torna ponto de partida para um gesto contínuo entre pintura e corpo.
A programação completa da mostra coletiva ‘Como nascem os relâmpagos?’ pode ser conferida no perfil oficial do Mama Cadela. A entrada para as exposições e rodas de conversa é gratuita. A oficina oferece um total de 10 vagas e custa R$ 50.










