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Com show neste sábado em BH, Lagum celebra novo álbum, turnê e fala sobre planos para 2026

19/09/2025 às 14h54 - Atualizado em 19/09/2025 às 16h33
Lagum anuncia encontro surpresa com fãs na Sapucaí, em BH
(Divulgação/Breno Galtier)

Nem nos planos mais bem escritos nos versos de ‘2026’, os integrantes da Lagum poderiam imaginar onde estariam e como estariam quase 10 anos após o lançamento deste hit, então no ano de 2016. Fundada em 2014 pelos mineiros Pedro Calais, Zani (Otávio Cardoso), Jorge (Glauco Borges) e Chico (Francisco Jardim), e com a entrada de Breno Braga, o Tio Wilson, em 2016, a banda alcançou inúmeros feitos, se consolidando como um dos nomes mais relevantes da nova música brasileira. Neste sábado (20), Lagum volta a se apresentar em Belo Horizonte, no BeFly Hall.

Ao longo deste percurso de onze anos, a Lagum acumulou milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais, turnês internacionais, parcerias com artistas de diferentes gêneros e canções, que atravessaram fronteiras. A banda, que começou sua trajetória fazendo um show na casa noturna Major Lock, na região Centro-sul de BH, se tornou presença constante em festivais de grande porte e lotou shows por todo o país.

Esta trajetória também carrega memórias de celebração e de dor. Em 2020, Tio Wilson faleceu devido a uma parada cardiorrespiratória logo após um show, um episódio que mudou o rumo do grupo. Breno Braga, apelidado de Tio por ser o mais velho e o último a se juntar à banda, deixou uma marca profunda. O primeiro trabalho da banda após essa perda foi o álbum ‘MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui)’, que se tornou a primeira produção com os cinco integrantes a ser indicada ao Grammy Latino.

Em uma pergunta descontraída da reportagem do BHAZ, sobre qual música eles salvariam caso toda a discografia fosse apagada, Zani afirma ser uma pergunta difícil, mas que salvaria ‘Ninguém me ensinou’ — música do álbum que é uma homenagem póstuma ao baterista. 

As cores, as curvas e as dores do mundo

O novo álbum da Lagum ‘As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo’, lançado em maio deste ano, nasceu de um mergulho no cotidiano e nos espaços de Belo Horizonte. Em entrevista ao BHAZ, os integrantes contaram que o disco representa uma síntese de tudo o que viveram até aqui, mas com um frescor que aponta para novas possibilidades. Para Zani, o resultado é o mais intenso que já entregaram: “É o que de mais poderoso a gente tem até agora. Ao mesmo tempo em que é verdadeiro para nós, também é pop e contemporâneo”.

Jorge reforça que essa potência vem da forma como a banda se deixou atravessar pela cidade. Inspirados pelas ruas, encontros e pequenas descobertas de BH, eles transformaram o cotidiano em canções: “Foi um mergulho em BH, nos seus espaços, nos estímulos de cada esquina. Encontramos magia em detalhes do cotidiano que muitas vezes passam despercebidos”. O título e a identidade visual do álbum refletem justamente essa pluralidade, registrando a mistura de sentimentos, ritmos e referências que marcam a vida urbana e também a trajetória deles.

A cidade

E chega até ser engraçado, mas tudo que o Jorge nos conta sobre encontrar magia nos detalhes de Belo Horizonte é facilmente visto na estética de ‘A Cidade’, faixa do novo álbum que ganhou videoclipe gravado na capital mineira. O cenário escolhido, um terraço no coração da cidade, reforça o olhar cotidiano que inspira o disco: não são os grandes cartões-postais, mas os espaços comuns que revelam poesia quando revisitados pela lente da banda. 

A narrativa visual, que mistura momentos de improviso à luz do dia e registros planejados ao entardecer, traduz o sentimento da música — a ausência que transforma a paisagem em caos, mas que também abre espaço para novas cores e significados. Assim, a proposta criativa do álbum se materializa em imagens, fazendo da cidade não apenas pano de fundo, mas personagem central da obra.

Clipe gravado no terraço de um prédio na capital mineira. (Divulgação/Lagum)

A energia desse processo criativo se traduziu nos palcos. A turnê de ‘As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo’ já passou por diferentes regiões do país, sempre com a mesma recepção calorosa. Para Chico, o impacto de tocar para públicos que aguardaram anos por esse encontro é inesquecível:

“É fantástico! É ver os fãs estando presentes, a gente chega no aeroporto, vê a galera, muita gente querendo fazer foto, com cartazes, enfim, com muito carinho para distribuir”

Essa jornada, no entanto, tem um momento ainda mais simbólico marcado para este sábado (20), quando a Lagum volta a se apresentar em Belo Horizonte. Mais do que um show, o retorno à cidade natal é visto pela banda como abrir um álbum de família diante de milhares de pessoas.

Da primeira faixa ao futuro em agosto de 2026

A discografia da Lagum conta a história de uma banda em constante movimento. Desde ‘Seja o Que Eu Quiser’, de 2016, até os trabalhos mais recentes, cada álbum reflete um momento de maturidade e transformação. Mas é em ‘2026‘, música escrita há quase dez anos, que muitos fãs voltam os olhos hoje. A canção, que menciona “planos para agosto de 2026”, ganhou um novo peso conforme a data se aproxima. Pedro reforçou que esse momento não passará em branco:

“Quando escrevemos, não havia plano algum. Mas a data está chegando e sentimos que precisamos entregar algo à altura. Os fãs podem ficar tranquilos: estamos bolando algo muito especial para agosto de 2026”.

Sabe aquela pergunta descontraída lá do início da reportagem? Não foi só o Zani que respondeu! Todos, ao serem questionados sobre qual música salvariam se acordassem no outro dia com toda a discografia apagada, tiveram respostas diferentes e até mais de uma.

  • O Zani além de ‘Ninguém me ensinou’, falou que salvaria ‘Olha‘;
  • O Chico — que afirmou que não tem muito o costume consumir as próprias músicas — falou que salvaria Baby Blue, que além de ser uma música do último álbum, é uma das que ele mais escuta no carro.
  • O Pedro falou que salvaria ‘Pra Lá de Bagdá‘, música do primeiro álbum que ele afirma que ela seria o play para recomeçar tudo novamente. Mas não deixou de comentar que a sua música preferida é Telefone.
  • O Jorge falou que salvaria uma colaboração da Lagum com os Gilsons, a música ‘Céu Rosé‘, afirmando o quanto a música o traz boas lembranças.

Entre passado e futuro, a Lagum continua a escrever uma história que mistura conquistas, saudades e expectativas. E se no início tudo parecia apenas um plano distante, agora agosto de 2026 tem data marcada para virar realidade.

Arreda Prá Cá com Lagum

Os músicos da Lagum foram os convidados do quarto episódio do podcast Arreda Pra Cá, do BHAZ, em abril de 2024. Na ocasião, os integrantes da banda revelaram os primeiros passos da banda em BH, a abertura de show do Shawn Mendes e apresentação no palco principal do Lollapalooza. Bora conferir?

Anota aí!

Classificação etária: Livre
Entrada: Gratuita

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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