Mário Frias se pronuncia após sugerir que historiador negro precisa de ‘bom banho’

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Jones Manoel havia comemorado a internação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e disse ter “comprado fogos” para o caso de piora no estado de saúde do político (Reprodução/@mariofriasoficial + @jones.manoel/Instagram)

O secretário especial de Cultura, Mario Frias, foi taxado de racista nas redes sociais nessa quarta-feira (14) depois de dizer em seu Twitter que um historiador negro precisava de um “bom banho”. A fala veio depois que Jones Manoel, que também é professor e youtuber, comemorou a internação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e disse ter “comprado fogos” para o caso de piora no estado de saúde do político.

“Bolsonaro foi internado. Já comprei fogos. Tão deixando a gente sonhar…”, escreveu o historiador. A publicação de Jones virou matéria no portal Brasil 267 e foi compartilhada por Tércio Tomaz, assessor da presidência da República, que questiona quem é o autor do post. Em resposta, Frias comenta: “Realmente eu não sei. Mas se eu soubesse diria que ele precisa de um bom banho”.

‘Crime de racismo diário’

Na tarde desta quinta-feira (15), em seu Twitter, o historiador respondeu ao ataque do secretário. “Olha o ex-ator frustrado e atual fascista cometendo um crime de racismo diário”, respondeu Jones. Em outra publicação ele diz não estar arrependido por ter comemorado a internação do presidente, a quem ele não deseja “nada de bom”.

“Não sou obrigado a ter empatia com fascista e genocida. Bolsonaro opera a morte do povo brasileiro. Debochou inúmeros vezes das milhares de mortes na pandemia. Ele e seus aliados estão há meses fazendo graça com milhares de mortes. Não desejo nada de bom para esse fascista”, escreveu.

‘Não venham ofuscar os ataques’

Após a repercussão negativa de sua fala sobre o historiador, Mário Frias decidiu apagar o comentário e se pronunciar. Em seu Twitter, ele disse na tarde de hoje que “toda pessoa suja precisa tomar banho e não existe pessoa mais suja do que aquela que deseja e celebra a morte de um Chefe de Estado”.

Na sequência, ele pede para as pessoas não “ofuscarem a gravidade dos ataques ao presidente” o chamando de racista. Veja:

Edição: Roberth Costa
Larissa Reis
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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