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Advogados deixam defesa de suspeito de matar gari em BH

18/08/2025 às 19h19
Habeas Corpus Renê Júnior
Audiência de custódia ocorreu na manhã da última quarta-feira (13) (Reprodução/Redes Sociais)

Os advogados de Renê Júnior, suspeito de matar o gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, renunciaram a representação do caso nesta segunda-feira (18). Ele foi preso na última segunda-feira (11) suspeito de cometer o crime e responde por homicídio duplamente qualificado e ameaça.

Em petição para Justiça, os advogados Leonardo Salles, Leandro Salles e Henrique Pereira informam que o investigado foi notificado e irá constituir novo procurador. Leonardo Salles disse, em nota à imprensa, que a renúncia ocorre “por motivo de foro íntimo”.

Entenda

O empresário Renê Junior, de 47 anos, suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça de Minas Gerais, após audiência de custódia na manhã da última quarta-feira (13). Ele responde por homicídio duplamente qualificado e ameaça.

Laudemir foi assassinado com um tiro no abdômen, enquanto trabalhava no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte, nessa segunda-feira (11). Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Santa Rita, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com a ocorrência policial, o crime ocorreu durante uma briga de trânsito, na rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital, na manhã dessa segunda-feira (11). Conforme testemunhas, um caminhão de lixo estava parado na rua, durante a coleta de resíduos, quando o empresário Renê Júnior exigiu para que fosse liberado espaço na via para passar com o veículo que dirigia, um BYD cinza.

Irritado, ele ameaçou a motorista do caminhão com uma arma. Os garis tentaram intervir e pediram que ele se acalmasse. Foi nesse momento que ele saiu do veículo e disparou contra os funcionários, acertando Laudemir. “E aí ele entrou dentro do carro e foi embora. Não prestou socorro, nem olhou para trás, ele seguiu o caminho dele”, relatou ao BHAZ a motorista do caminhão, Eledias Aparecida.

Na última quinta-feira (14), a Justiça de Minas Gerais autorizou a quebra de sigilo telefônico de Renê Júnior, além de determinar que empresa BYD revele à investigação informações sobre o trajeto percorrido pelo acusado no dia do crime. Em entrevista ao BHAZa defesa da família de Laudemir disse que “não descansará” enquanto os responsáveis não forem punidos pelo homicídio.

Vinícius Sampaio

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa. Foi repórter da Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural de Viçosa (Fratevi). Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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