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Pesquisa revela destino preferido dos belo-horizontinos para viajar nos próximos meses. Também é o seu?

04/09/2026 às 17h27
Viagem
(FOTO ILUSTRATIVA: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Minas Gerais é famosa pelas belas paisagens, cidades históricas, culinária típica e o cativante ‘jeitinho mineiro’, mas quando o assunto é viajar, o belo-horizontino quer se jogar a água salgada. De acordo com pesquisa feita pela Fecomércio MG em julho deste ano, cerca de 42% dos moradores de BH pretendem viajar para cidades do litoral em busca de “sol e praia” nos próximos meses.

Segundo o levantamento, os belo-horizontinos querem viajar mais, mas os cursos de hospedagem é um dos principais fatores que influencia na decisão da destino. Para 33,6% dos entrevistados, a redução nos valores seria um estímulo para escolher destinos em Minas Gerais.

A pesquisa revelou que cerca de um terço dos belo-horizontinos (29,6%) viajou para outros estados nos últimos 12 meses. Conforme a Fecomércio, esse fluxo deve permanecer, já que 25,4% planejam se hospedar em cidades fora de Minas Gerais ainda no próximo semestre. Em contrapartida, cerca de 39% das viagens ocorreram dentro do território mineiro.

De acordo com Milena Soares, turismóloga da Fecomércio, destinos mineiros têm espaço para concorrer com o turismo de outros estados, mas é necessário equilibrar preço e experiência. A especialista destacou que há uma demanda reprimida, uma vez que “sete em cada dez entrevistados dizem que viajam menos do que gostariam”. “Para Minas Gerais, isso significa uma oportunidade de apresentar destinos próximos, experiências diversificadas e opções que possam caber em diferentes orçamentos”, avaliou.

Custos

Conforme o levantamento, o teto financeiro do belo-horizontino é limitado. Quase metade dos entrevistados pretendem gastar entre R$ 811 e R$ 1621 com viagens, cerca de 24,6%. Outros 24,1% afirmaram ter verba de até R$ 810 para o turismo. Já 19,3% do público estimam desembolsar entre R$ 1622 e R$ 3242.

A pesquisa ainda revela que as restrições nos custos influenciam na logística da viagem. Mais da metade utilizam ônibus e van como meio de transporte, somando 51% dos viajantes. Na sequência aparecem carro particular, com 41%, e avião, 7,2%.

Além disso, 31,9% preferem se hospedar na casa de amigos ou familiares. Depois, aparecem os hotéis, com 29,4%, seguidos por casas alugadas ou plataformas de hospedagem, 20,9%. Por último estão as pousadas, com 16,7%.

Conforme Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio, é evidente que o consumidor tem intenção de viajar, mas o setor deve considerar a capacidade de consumo das famílias e o impacto dos custos no orçamento. “Quando quase metade dos entrevistados concentra seu planejamento em viagens de até R$ 1.621,00, fica evidente a importância de preços competitivos”, afirmou.

O que os belo-horizontinos querem?

De acordo com a pesquisa, além da redução nos preços de hospedagem, 15,5% dos belo-horizontinos gostariam de ver uma maior diversidade de lazer em Minas Gerais, enquanto outros 8,6% cobram maior divulgação dos pontos turísticos locais.

Apesar de preferirem sol e praia, a pesquisa revelou que as maiores intenções de turismo são visitar familiares (35,5%) e turismo gastronômico (19,3%), além de circuitos culturais (15,4%) e do ecoturismo (9,2%). Segundo Milena Soares, o estado tem potencial para suprir essa demanda. “Minas tem um repertório muito amplo nesses segmentos. O desafio é fazer com que essas possibilidades sejam mais conhecidas e percebidas como opções de viagem”, refletiu.

Para “fisgar” esse turista, o setor precisa entender que o belo-horizontino é independente, com 82,2% dos entrevistados afirmando que planejam e fazem roteiros por conta própria. Os orçamentos geralmente são feitos por meio da internet, cerca de 49,5%, seguidos do Instagram, 23%; WhatsApp, 19,5%; e TikTok, 9,3%. No entanto, 41,9% afirmam que não compram serviços turísticos pela internet.

A pesquisa da Fecomércio foi realizada entre os dias 17 e 27 de julho de 2026, com a aplicação de 402 questionários em BH, apresentando uma margem de erro de 4,9% e um intervalo de confiança de 95%.

Vinícius Sampaio

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa. Foi repórter da Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural de Viçosa (Fratevi). Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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Vinícius Sampaio

Email: vinicius.sampaio@bhaz.com.br

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